Politicando
Ex-prefeito de Pilar dispara contra atual gestor, Renato Filho; “Vá cuidar da campanha da sua tia, que perderá a eleição”
Eleições no município serão disputadas pelos dois grupos intra-familiares
Na disputa familiar que promete esquentar as eleições deste ano em Pilar, o ex-prefeito Carlos Alberto Canuto foi às redes sociais, em resposta a um post do atual gestor da cidade Renato Rezende (MDB). Renatinho, como é conhecido, fez uma publicação em que ressalta seus feitos à frente da saúde municipal.
Em um comentário, Canuto (que foi prefeito de Pilar por três mandatos) justificou o fato do hospital ter sido fechado por algum tempo. “Hospital fechado pelo seu próprio pai quando foi prefeito tampão, deixou folhas em atraso, encargos sociais não recolhidos e coisas piores”, disse.
O tio do atual gestor ainda insinuou que Renatinho é usuário de drogas, sem citar qual entorpecente especificamente. “Acho que o elemento não se lembre por passar grande parte do seu tempo drogado, que é a única coisa que sabe fazer. Vá cuidar da campanha da sua tia, que provavelmente perderá a eleição”, completou.
A resposta de Carlos Alberto Canuto foi apagada do post de Renato - apenas um print dela circula pela internet.
Canuto ainda não se decidiu sobre ir para a disputa ou apoiar um nome de sua confiança; Renatinho, porém, já definiu sua sucessora. Na reta final do seu segundo mandato, o atual prefeito vai lançar uma de suas tias e chefe de gabinete, Fátima Rezende, ao executivo pilarense.

Sobre o blog
Governo ou Senado? Após deixar a Prefeitura, JHC terá dois caminhos decisivos para 2026
Com o avanço das articulações políticas para 2026, o cenário envolvendo o prefeito de Maceió, JHC, começa a ganhar contornos mais definidos — ainda que cercados de incertezas nos bastidores.
Após deixar o comando da capital alagoana, JHC terá, na prática, dois caminhos principais: disputar o Governo de Alagoas ou entrar na corrida por uma vaga no Senado Federal.
Nos bastidores, interlocutores avaliam que o prefeito vem trabalhando com ambas as possibilidades de forma estratégica. A eventual candidatura ao Governo surge como um movimento natural, considerando sua projeção política e capital eleitoral. Por outro lado, a disputa pelo Senado aparece como uma alternativa considerada mais segura e com menor desgaste político.
A leitura entre lideranças é de que a definição final dependerá diretamente do cenário político estadual, especialmente da composição de alianças e do posicionamento de grupos tradicionais.
A filiação ao PSDB, acompanhada pela primeira-dama Marina Candia e pela senadora Eudócia Caldas, reforça que o grupo já está inserido em um projeto maior, mirando protagonismo nas eleições.
Apesar disso, a ausência de uma definição clara sobre qual cargo será disputado tem alimentado dúvidas entre aliados e lideranças políticas. A avaliação é que o tempo de indefinição pode impactar diretamente na construção de confiança e na consolidação de apoios.
Nos bastidores, a percepção é objetiva: JHC joga em duas frentes, mas, ao deixar a prefeitura, precisará fazer uma escolha definitiva e essa decisão tende a redesenhar completamente o tabuleiro político de Alagoas para 2026.
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