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Além das férias, Zé Dirceu veio a AL intermediar a ‘paz’ entre Lula e Renan

Relação entre senador e presidente está estremecida desde aprofundamento da crise da Braskem

10/01/2024 12h12 - Atualizado em 10/01/2024 14h02
Além das férias, Zé Dirceu veio a AL intermediar a ‘paz’ entre Lula e Renan

Divulgada pela imprensa local na semana passada, a visita do ex-ministro José Dirceu a Alagoas serviu, na maior parte do tempo, ao descanso do velho petista que já foi um influente conselheiro de Lula.

Entretanto, mesmo ‘aposentado’ da política, Dirceu ainda é ouvido pelo presidente, e nesta condição veio ao estado executar uma missão a mais, além de deleitar-se nas nossas praias.

O ex-ministro esteve em Alagoas também para diminuir a distância na relação que já foi melhor entre Lula e o senador Renan Calheiros. Desde o mergulho de Renan no caso Braskem, a relação entre os velhos aliados esfriou.

O auge da insatisfação do presidente com o senador alagoano se deu na reunião ampliada, reunindo as maiores autoridades alagoanas, para tratar do agravamento da crise da Braskem. Quem viu, afirmou que Renan desceu do salto e bateu boca em vários momentos do encontro, o que desagradou Lula.

Dirceu teve uma longa conversa com Renan. Segundo uma fonte, ouviu mais do que falou. E trouxe do presidente a palavra de que ele ainda é importante na governabilidade do país.

Calheiros terá uma nova chance de restabelecer laços com Lula a partir de fevereiro, quando o congresso volta do recesso e a CPI da Braskem será instalada. A temperatura da aliança será medida a partir dos efeitos da atuação do senador alagoano na comissão.

Sobre o blog

Governo ou Senado? Após deixar a Prefeitura, JHC terá dois caminhos decisivos para 2026

Com o avanço das articulações políticas para 2026, o cenário envolvendo o prefeito de Maceió, JHC, começa a ganhar contornos mais definidos — ainda que cercados de incertezas nos bastidores.

Após deixar o comando da capital alagoana, JHC terá, na prática, dois caminhos principais: disputar o Governo de Alagoas ou entrar na corrida por uma vaga no Senado Federal.

Nos bastidores, interlocutores avaliam que o prefeito vem trabalhando com ambas as possibilidades de forma estratégica. A eventual candidatura ao Governo surge como um movimento natural, considerando sua projeção política e capital eleitoral. Por outro lado, a disputa pelo Senado aparece como uma alternativa considerada mais segura e com menor desgaste político.

A leitura entre lideranças é de que a definição final dependerá diretamente do cenário político estadual, especialmente da composição de alianças e do posicionamento de grupos tradicionais.

A filiação ao PSDB, acompanhada pela primeira-dama Marina Candia e pela senadora Eudócia Caldas, reforça que o grupo já está inserido em um projeto maior, mirando protagonismo nas eleições.

Apesar disso, a ausência de uma definição clara sobre qual cargo será disputado tem alimentado dúvidas entre aliados e lideranças políticas. A avaliação é que o tempo de indefinição pode impactar diretamente na construção de confiança e na consolidação de apoios.

Nos bastidores, a percepção é objetiva: JHC joga em duas frentes, mas, ao deixar a prefeitura, precisará fazer uma escolha definitiva e essa decisão tende a redesenhar completamente o tabuleiro político de Alagoas para 2026.

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