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Lira se reuniu com Bolsonaro em AL 5 dias antes de faltar à cerimônia pelo 8 de janeiro com Lula

Deputado disse a aliados que sua presença criaria tensão com a câmara

10/01/2024 17h05 - Atualizado em 10/01/2024 17h05
Lira se reuniu com Bolsonaro em AL 5 dias antes de faltar à cerimônia pelo 8 de janeiro com Lula

Reportagem da jornalista Natália Portinari, do UOL, informa que o deputado federal Arthur Lira recebeu, em 03 de janeiro, a visita do ex-presidente Jair Bolsonaro na Barra de São Miguel, cidade onde passa as férias e que é comandada pelo seu pai, Benedito de Lira.

Cinco dias depois, mesmo com presença confirmada para o ato em memória do 8 de janeiro, Lira informou poucas horas antes que não participaria da cerimônia “devido a questões de saúde envolvendo familiares”.

Através de sua assessoria, o deputado confirmou ao UOL que recebeu Bolsonaro em sua casa como ex-presidente da República. A conversa entre ambos durou cerca de uma hora, e o teor não foi divulgado.

Nos bastidores, a informação é que Arthur teria dito a aliados que Lula ‘atropelou’ a organização do ato, que originalmente seria organizado pelos três poderes. Dessa forma, a cerimônia teria ficado muito identificada com o governo e o PT, o que dificultaria articulações futuras com o centrão e os partidos de oposição.

De fato, menos de 24 horas depois de faltar ao evento, o ‘problema de saúde familiar’ parecia já ter sido superado, já que o presidente da câmara recebeu diversos líderes políticos e prefeitos de cidades alagoanas em sua residência na Barra, bastante sorridente.

Sobre o blog

Governo ou Senado? Após deixar a Prefeitura, JHC terá dois caminhos decisivos para 2026

Com o avanço das articulações políticas para 2026, o cenário envolvendo o prefeito de Maceió, JHC, começa a ganhar contornos mais definidos — ainda que cercados de incertezas nos bastidores.

Após deixar o comando da capital alagoana, JHC terá, na prática, dois caminhos principais: disputar o Governo de Alagoas ou entrar na corrida por uma vaga no Senado Federal.

Nos bastidores, interlocutores avaliam que o prefeito vem trabalhando com ambas as possibilidades de forma estratégica. A eventual candidatura ao Governo surge como um movimento natural, considerando sua projeção política e capital eleitoral. Por outro lado, a disputa pelo Senado aparece como uma alternativa considerada mais segura e com menor desgaste político.

A leitura entre lideranças é de que a definição final dependerá diretamente do cenário político estadual, especialmente da composição de alianças e do posicionamento de grupos tradicionais.

A filiação ao PSDB, acompanhada pela primeira-dama Marina Candia e pela senadora Eudócia Caldas, reforça que o grupo já está inserido em um projeto maior, mirando protagonismo nas eleições.

Apesar disso, a ausência de uma definição clara sobre qual cargo será disputado tem alimentado dúvidas entre aliados e lideranças políticas. A avaliação é que o tempo de indefinição pode impactar diretamente na construção de confiança e na consolidação de apoios.

Nos bastidores, a percepção é objetiva: JHC joga em duas frentes, mas, ao deixar a prefeitura, precisará fazer uma escolha definitiva e essa decisão tende a redesenhar completamente o tabuleiro político de Alagoas para 2026.

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