Flávio Bolsonaro anuncia vice nesta quarta para evitar risco de judicialização
Rogério Marinho, Michelle e vereadora Priscila Costa são os nomes mais citados
O senador Flávio Bolsonaro, candidato do PL à Presidência, vai anunciar na manhã desta quarta-feira (5), último dia do prazo das convenções partidárias, o anúncio do vice de sua chapa para evitar questionamentos judiciais por eventual descumprimento do calendário eleitoral.
Sem conseguir fechar alianças e isolado, o parlamentar vai apresentar hoje um nome do próprio partido para a disputa. Os nomes mais citados para o posto são o do senador Rogério Marinho (PL-RN), o da ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro, que foi lançada à disputa pelo Senado no Distrito Federal, e o da vereadora de Fortaleza, Priscila Costa.
Antes, o filho do ex-presidente havia dito que "a novela" sobre a escolha de seu companheiro de chapa poderia se estender até o dia 15, um dia antes do início da propaganda eleitoral. "Tenho até o dia 15, mais uns dias de novela", afirmou Flávio durante sabatina organizada pelo site O Antagonista e pela empresa de educação executiva G4, nesta terça-feira (4).
Depois da declaração, no entanto, a equipe jurídica da campanha de Flávio e advogados do PL argumentaram que adiar o anúncio do nome do vice para depois do prazo das convenções poderia trazer um imbróglio jurídico.
Embora alguns advogados vejam possibilidade de deixar o anúncio para depois, inclusive com decisões do TSE (Tribunal Superior Eleitoral) nesse sentido, o time jurídico do candidato do PL alertou que isso levaria a uma discussão judicial.
Por isso, o entendimento majoritário da campanha de Flávio e do PL é de que o prazo final para a definição é esta quarta-feira (5), com publicação na quinta-feira (6).
Às 19h30 de terça-feira (4), a campanha de Flávio informou que o anúncio do "nome do candidato ou da candidata à Vice-Presidência da República" será feito nesta quarta-feira (5), às 11h, em coletiva de imprensa em Brasília.
A solução caseira para a escolha do vice de Flávio ocorreu após Progressistas, União Brasil, Republicanos e Podemos decidirem pela neutralidade no primeiro turno e rejeitarem uma aliança com o PL.
De olho em diminuir a rejeição do eleitorado feminino, o filho do ex-presidente Jair Bolsonaro reafirmou diversas vezes querer uma mulher ao seu lado na disputa presidencial. Foram cotadas a senadora Tereza Cristina (PP-MS), ex-ministra da Agricultura do governo Bolsonaro, a ex-presidente da Caixa Daniella Marques, recém-filiada ao PL, e até a deputada federal Renata Abreu, presidente do Podemos.
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