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Josan Leite pode ser candidato à prefeitura de Maceió, ‘rachando’ base bolsonarista com JHC

Atual prefeito é o presidente estadual do PL, partido do ex-presidente Bolsonaro

16/01/2024 07h07
Josan Leite pode ser candidato à prefeitura de Maceió, ‘rachando’ base bolsonarista com JHC

A base eleitoral bolsonarista de Maceió, que deu a única vitória ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) em capitais nordestinas nas eleições de 2022, pode manter o racha daquela eleição, e ir para as urnas dividida também em 2024.

Engenheiro bolsonarista já conhecido do eleitorado, Josan Leite conversa com o Republicanos para ser candidato novamente à prefeitura da capital nas eleições de outubro. Para isso, ele tenta resolver algumas questões familiares e então dedicar-se exclusivamente ao projeto.

Leite afirma que a sua candidatura foi um compromisso assumido pelo presidente nacional do Republicanos, deputado federal por São Paulo Marcos Pereira, em 2022 - quando ele colocou seu nome na disputa para deputado federal, obtendo 5.697 votos.

Sobre um possível ‘racha’ na base de eleitores que vota com os candidatos de Bolsonaro, Josan afirma que não conversou ainda com o prefeito JHC - que hoje está filiado ao PL, partido do ex-presidente.

“Não conversamos, não tenho qualquer cargo e nem quero ter na gestão atual. Acho que o prefeito JHC vem fazendo um bom trabalho, mas como engenheiro, acho que posso contribuir para o debate sobre uma cidade mais moderna”, disse ao portal 7 Segundos.

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Governo ou Senado? Após deixar a Prefeitura, JHC terá dois caminhos decisivos para 2026

Com o avanço das articulações políticas para 2026, o cenário envolvendo o prefeito de Maceió, JHC, começa a ganhar contornos mais definidos — ainda que cercados de incertezas nos bastidores.

Após deixar o comando da capital alagoana, JHC terá, na prática, dois caminhos principais: disputar o Governo de Alagoas ou entrar na corrida por uma vaga no Senado Federal.

Nos bastidores, interlocutores avaliam que o prefeito vem trabalhando com ambas as possibilidades de forma estratégica. A eventual candidatura ao Governo surge como um movimento natural, considerando sua projeção política e capital eleitoral. Por outro lado, a disputa pelo Senado aparece como uma alternativa considerada mais segura e com menor desgaste político.

A leitura entre lideranças é de que a definição final dependerá diretamente do cenário político estadual, especialmente da composição de alianças e do posicionamento de grupos tradicionais.

A filiação ao PSDB, acompanhada pela primeira-dama Marina Candia e pela senadora Eudócia Caldas, reforça que o grupo já está inserido em um projeto maior, mirando protagonismo nas eleições.

Apesar disso, a ausência de uma definição clara sobre qual cargo será disputado tem alimentado dúvidas entre aliados e lideranças políticas. A avaliação é que o tempo de indefinição pode impactar diretamente na construção de confiança e na consolidação de apoios.

Nos bastidores, a percepção é objetiva: JHC joga em duas frentes, mas, ao deixar a prefeitura, precisará fazer uma escolha definitiva e essa decisão tende a redesenhar completamente o tabuleiro político de Alagoas para 2026.

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