Politicando
MDB de Maceió vai pra cima dos parlamentares ‘jotistas’ da sigla, e suspende filiações
Decisão é o mais duro ato de Rafael Brito como presidente do diretório municipal da legenda
Presidente municipal do MDB e possível candidato a prefeito de Maceió, o deputado federal Rafael Brito subiu o tom contra os emedebistas que insistem em integrar a base do prefeito JHC (PL) na câmara de vereadores da capital, e suspendeu a filiação de cinco dos sete parlamentares da sigla.
“O MDB já suspendeu a filiação partidária daqueles que não assinaram, eles tomaram a decisão deles e a sociedade em outubro tomará a sua decisão”, disse o deputado à Tribuna Hoje, ao informar que os vereadores não mais poderão tomar decisões como integrantes da legenda.
Tio Rafa classificou como “triste” a postura dos vereadores, que mesmo assistindo a vários órgãos apertando o município com relação aos acordos com a Braskem, insistem em ignorar o pedido de comissão especial de inquérito que circula na Casa de Mário Guimarães.
“É muito triste. Com operação da Polícia Federal, visita do CNJ, CPI do senado e uma série de denúncias e processos contra esse acordo da prefeitura com a Braskem, que os vereadores [do MDB] não assinem [a CEI]. Mas isso eles terão que prestar contas não é comigo nem com o MDB, é com a sociedade”, afirmou.
É a mais contundente declaração de Rafael Brito sobre os vereadores ‘revoltosos’ do MDB desde que o deputado federal assumiu a condição de presidente da executiva municipal do partido, no ano passado. O caso hibernava em banho Maria até então.
Sobre o blog
Governo ou Senado? Após deixar a Prefeitura, JHC terá dois caminhos decisivos para 2026
Com o avanço das articulações políticas para 2026, o cenário envolvendo o prefeito de Maceió, JHC, começa a ganhar contornos mais definidos — ainda que cercados de incertezas nos bastidores.
Após deixar o comando da capital alagoana, JHC terá, na prática, dois caminhos principais: disputar o Governo de Alagoas ou entrar na corrida por uma vaga no Senado Federal.
Nos bastidores, interlocutores avaliam que o prefeito vem trabalhando com ambas as possibilidades de forma estratégica. A eventual candidatura ao Governo surge como um movimento natural, considerando sua projeção política e capital eleitoral. Por outro lado, a disputa pelo Senado aparece como uma alternativa considerada mais segura e com menor desgaste político.
A leitura entre lideranças é de que a definição final dependerá diretamente do cenário político estadual, especialmente da composição de alianças e do posicionamento de grupos tradicionais.
A filiação ao PSDB, acompanhada pela primeira-dama Marina Candia e pela senadora Eudócia Caldas, reforça que o grupo já está inserido em um projeto maior, mirando protagonismo nas eleições.
Apesar disso, a ausência de uma definição clara sobre qual cargo será disputado tem alimentado dúvidas entre aliados e lideranças políticas. A avaliação é que o tempo de indefinição pode impactar diretamente na construção de confiança e na consolidação de apoios.
Nos bastidores, a percepção é objetiva: JHC joga em duas frentes, mas, ao deixar a prefeitura, precisará fazer uma escolha definitiva e essa decisão tende a redesenhar completamente o tabuleiro político de Alagoas para 2026.
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