Politicando
Contra JHC, governo pode lançar até três candidaturas a prefeito de Maceió
Alta popularidade do prefeito JHC pode forçar ‘plano B’ dos governistas
O grupo que circunda em torno do Palácio República dos Palmares cogita lançar, para as eleições de outubro, até três candidatos à prefeitura de Maceió, em oposição ao atual prefeito JHC (PL). A estratégia tem sido debatida em reuniões entre o núcleo político do governo.
Caso seja adotada, a ideia é que Rafael Brito (MDB), Rui Palmeira (PDT) e Ronaldo Medeiros (PT) consolidem suas candidaturas e formem uma ‘tropa de choque’ contra o atual gestor, no sentido de desgastar sua imagem e forçar ao menos um segundo turno.
A estratégia passou a ser cogitada considerando que, até o momento, todas as ações exercidas pelo MDB e partidos da base aliada não surtiram efeito na alta popularidade do prefeito. Mesmo com a crise da mina 18 e uma pequena queda medida por pesquisas internas, JHC já teria recuperado espaço perdido.
Também pesa a favor das múltiplas candidaturas o fato de que nenhuma delas é unanimidade dentro do governo. Enquanto uma tendência interna defende o nome de Rui Palmeira (entre eles o presidente da ALE, deputado Marcelo Victor), o ministro Renan Filho não abre mão do nome de Rafael Brito.
Além delas, o PT já trabalha de forma independente o nome de Ronaldo Medeiros como candidato, sonhando com o apoio do presidente Lula ao projeto.
Por enquanto, a única questão alinhada entre os três nomes é que, uma vez candidatos, haverá um acordo de ‘não agressão’ entre eles, e que o representante que conseguir chegar ao segundo turno (se houver), receberá o apoio dos demais.
Lembrando: a principal linha de atuação do governo, neste momento, ainda é a busca pela unificação em torno de um dos nomes, porém, nenhuma outra estratégia é descartada.
Sobre o blog
Governo ou Senado? Após deixar a Prefeitura, JHC terá dois caminhos decisivos para 2026
Com o avanço das articulações políticas para 2026, o cenário envolvendo o prefeito de Maceió, JHC, começa a ganhar contornos mais definidos — ainda que cercados de incertezas nos bastidores.
Após deixar o comando da capital alagoana, JHC terá, na prática, dois caminhos principais: disputar o Governo de Alagoas ou entrar na corrida por uma vaga no Senado Federal.
Nos bastidores, interlocutores avaliam que o prefeito vem trabalhando com ambas as possibilidades de forma estratégica. A eventual candidatura ao Governo surge como um movimento natural, considerando sua projeção política e capital eleitoral. Por outro lado, a disputa pelo Senado aparece como uma alternativa considerada mais segura e com menor desgaste político.
A leitura entre lideranças é de que a definição final dependerá diretamente do cenário político estadual, especialmente da composição de alianças e do posicionamento de grupos tradicionais.
A filiação ao PSDB, acompanhada pela primeira-dama Marina Candia e pela senadora Eudócia Caldas, reforça que o grupo já está inserido em um projeto maior, mirando protagonismo nas eleições.
Apesar disso, a ausência de uma definição clara sobre qual cargo será disputado tem alimentado dúvidas entre aliados e lideranças políticas. A avaliação é que o tempo de indefinição pode impactar diretamente na construção de confiança e na consolidação de apoios.
Nos bastidores, a percepção é objetiva: JHC joga em duas frentes, mas, ao deixar a prefeitura, precisará fazer uma escolha definitiva e essa decisão tende a redesenhar completamente o tabuleiro político de Alagoas para 2026.
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