Politicando
Arthur Lira pode ser a solução para imbróglio em Pilar e Marechal Deodoro
O PP pode acabar acolhendo nomes que não sejam escolhidos pelo grupo do governador Paulo Dantas
As eleições nos municípios de Marechal Deodoro e Pilar estão enfrentando uma disputa interna entre os pré-candidatos com o objetivo de conseguir o apoio do Palácio República dos Palmares e do MDB.
Em Pilar, a vereadora Thais Canuto (MDB) é pré-candidata a prefeita do município fazendo oposição ao atual prefeito, Renato Filho, ambos do mesmo partido. Renato já declarou que pretende levar sua candidata, Fátima Rezende, para o MDB, legenda que preside em Pilar.
O grupo do Palácio, leia-se Paulo Dantas e cúpula do MDB, não está nada satisfeito com a aproximação entre o prefeito de Pilar e o presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira. Fato que favorece o apoio do MDB à Thais Canuto.
Em Marechal Deodoro, o MDB terá que escolher entre três opções: Cristiano Matheus, André Bocão e Júnior Dâmaso. Tanto o MDB quanto o Paulo Dantas tendem a preferir o nome de Bocão, candidato do atual prefeito. Já o presidente da Assembleia Legislativa de Alagoas, Marcelo Victor, quer ver o ex-prefeito Cristiano Matheus no Executivo.
Caso a escolha seja pelo André Bocão, Cristiano vai procurar um partido de oposição. O ex-prefeito não vai abrir mão da candidatura.
Com o apoio de Renato Filho a Cristiano Matheus, e sua aproximação ao presidente da Câmara dos Deputados, o ex-prefeito de Marechal pode ser puxado pelo prefeito de Pilar para o grupo articulado por Arthur Lira.
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Governo ou Senado? Após deixar a Prefeitura, JHC terá dois caminhos decisivos para 2026
Com o avanço das articulações políticas para 2026, o cenário envolvendo o prefeito de Maceió, JHC, começa a ganhar contornos mais definidos — ainda que cercados de incertezas nos bastidores.
Após deixar o comando da capital alagoana, JHC terá, na prática, dois caminhos principais: disputar o Governo de Alagoas ou entrar na corrida por uma vaga no Senado Federal.
Nos bastidores, interlocutores avaliam que o prefeito vem trabalhando com ambas as possibilidades de forma estratégica. A eventual candidatura ao Governo surge como um movimento natural, considerando sua projeção política e capital eleitoral. Por outro lado, a disputa pelo Senado aparece como uma alternativa considerada mais segura e com menor desgaste político.
A leitura entre lideranças é de que a definição final dependerá diretamente do cenário político estadual, especialmente da composição de alianças e do posicionamento de grupos tradicionais.
A filiação ao PSDB, acompanhada pela primeira-dama Marina Candia e pela senadora Eudócia Caldas, reforça que o grupo já está inserido em um projeto maior, mirando protagonismo nas eleições.
Apesar disso, a ausência de uma definição clara sobre qual cargo será disputado tem alimentado dúvidas entre aliados e lideranças políticas. A avaliação é que o tempo de indefinição pode impactar diretamente na construção de confiança e na consolidação de apoios.
Nos bastidores, a percepção é objetiva: JHC joga em duas frentes, mas, ao deixar a prefeitura, precisará fazer uma escolha definitiva e essa decisão tende a redesenhar completamente o tabuleiro político de Alagoas para 2026.
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