Justiça rejeita pedidos das defesas e mantém ação sobre morte de Cláudia Pollyanne
Decisão determina continuidade do processo contra três acusados pela morte da esteticista em Marechal Deodoro
A Justiça de Alagoas rejeitou os pedidos apresentados pelas defesas de Maurício Anchieta de Souza, Jéssica da Conceição Vilela e Soraya Pollyanne dos Santos Farias e determinou o prosseguimento da ação penal que investiga a morte da esteticista Cláudia Pollyanne Farias de Sant’Anna.
A decisão foi proferida pela juíza Fabíola Melo Feijão, da 2ª Vara Cível e Criminal de Marechal Deodoro, no dia 27 de julho. O processo tramita como ação penal de competência do Tribunal do Júri.
As defesas haviam alegado, entre outros pontos, inépcia da denúncia, ausência de justa causa e falta de elementos suficientes para responsabilizar os acusados. Também foi pedido o encerramento antecipado do processo.
Na decisão, a magistrada entendeu que os argumentos apresentados pelas defesas precisam ser analisados após a produção das provas e que existem elementos mínimos de autoria e materialidade que justificam a continuidade da ação.
Com isso, a Justiça confirmou o recebimento da denúncia e determinou o prosseguimento da instrução processual. A próxima etapa prevê a oitiva das testemunhas de acusação e defesa e, ao final, o interrogatório dos acusados.
O processo investiga a morte de Cláudia Pollyanne, ocorrida em 9 de agosto de 2025, na Comunidade Terapêutica Luz e Vida, em Marechal Deodoro.
Maurício Anchieta de Souza e Jéssica da Conceição Vilela eram proprietários da instituição, que posteriormente foi interditada e fechada após fiscalizações apontarem irregularidades.
A audiência de instrução também deve reunir depoimentos relacionados a outros crimes supostamente praticados no âmbito da comunidade terapêutica. Entre os depoimentos aguardados está o do jornalista Guilherme Carvalho Filho, que tinha um cunhado internado na instituição e afirma ter sido uma das últimas pessoas a ver Cláudia com vida.
A ação penal ainda está em fase de instrução, e a decisão da Justiça não representa uma condenação dos acusados. O processo seguirá para produção de provas e posterior análise das responsabilidades.
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