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PSB deixa blocão de Arthur Lira na câmara e se movimenta com vistas à sucessão na presidência da casa

Maioria dos deputados da legenda optou por encerrar a parceria com o atual presidente

06/02/2024 17h05 - Atualizado em 06/02/2024 17h05
PSB deixa blocão de Arthur Lira na câmara e se movimenta com vistas à sucessão na presidência da casa

Mal discursou pela primeira vez no ano legislativo de 2024, e o presidente da Câmara, deputado Arthur Lira (PP-AL) já convive com as articulações políticas pela sua sucessão, que ocorre daqui a um ano. Nesta terça (06), um desses movimentos foi a saída do PSB do seu bloco de partidos.

Os socialistas haviam ingressado no centrão de Lira há pouco mais de um ano, durante as articulações que lhe garantiram a vitória acachapante para a presidência da Câmara, com 464 votos dos 513 deputados.

Atualmente, o PSB tem 14 parlamentares. O requerimento de retirada do partido do bloco foi protocolado por 10 deles, inclusive o líder da legenda na casa, Gervásio Maia (PSB-PB). Pelo regimento interno da câmara, uma ação como esta requer a anuência por escrito de pelo menos 50% da bancada.

Mesmo com 14 deputados a menos, o blocão de Arthur Lira ainda é a maior bancada da casa, agora com 162 deputados. Além do PP, compõem o grupo PDT, União Brasil, PSDB-Cidadania, Solidariedade, Patriota e Avante.

Segundo os bastidores, a saída do PSB do blocão tem menos a ver com a posição de enfrentamento de Lira com o governo Lula, mas principalmente pela movimentação de seus deputados junto aos candidatos à sucessão de Arthur na presidência da casa, em 2025.

Ao menos três candidatos já estão postos na disputa pela cadeira de presidente da Câmara, dentro de um ano - Elmar Nascimento (União-BA), Marcos Pereira (Rep-SP) e correndo por fora, Isnaldo Bulhões (MDB-AL).

Após os recados enviados por Arthur ao presidente Lula nesta segunda (05), não se sabe ainda a postura do governo em relação à sucessão na câmara. Partidos de esquerda podem se alinhar em torno de um nome que não tenha a mesma linha de atuação do atual presidente.

Sobre o blog

Governo ou Senado? Após deixar a Prefeitura, JHC terá dois caminhos decisivos para 2026

Com o avanço das articulações políticas para 2026, o cenário envolvendo o prefeito de Maceió, JHC, começa a ganhar contornos mais definidos — ainda que cercados de incertezas nos bastidores.

Após deixar o comando da capital alagoana, JHC terá, na prática, dois caminhos principais: disputar o Governo de Alagoas ou entrar na corrida por uma vaga no Senado Federal.

Nos bastidores, interlocutores avaliam que o prefeito vem trabalhando com ambas as possibilidades de forma estratégica. A eventual candidatura ao Governo surge como um movimento natural, considerando sua projeção política e capital eleitoral. Por outro lado, a disputa pelo Senado aparece como uma alternativa considerada mais segura e com menor desgaste político.

A leitura entre lideranças é de que a definição final dependerá diretamente do cenário político estadual, especialmente da composição de alianças e do posicionamento de grupos tradicionais.

A filiação ao PSDB, acompanhada pela primeira-dama Marina Candia e pela senadora Eudócia Caldas, reforça que o grupo já está inserido em um projeto maior, mirando protagonismo nas eleições.

Apesar disso, a ausência de uma definição clara sobre qual cargo será disputado tem alimentado dúvidas entre aliados e lideranças políticas. A avaliação é que o tempo de indefinição pode impactar diretamente na construção de confiança e na consolidação de apoios.

Nos bastidores, a percepção é objetiva: JHC joga em duas frentes, mas, ao deixar a prefeitura, precisará fazer uma escolha definitiva e essa decisão tende a redesenhar completamente o tabuleiro político de Alagoas para 2026.

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