Politicando
Jantar com pré-candidatos à sucessão de Arthur Lira na câmara acende sinal de alerta para alagoano
Reunião aconteceu sem a presença do atual presidente da câmara
Uma reunião realizada em Brasília, na última segunda-feira (05), pode ajudar a explicar os motivos da ofensiva de Arthur Lira (PP-AL) sobre o governo, e sua necessidade de reforçar sua liderança entre os partidos do centrão.
O encontro, em um restaurante da capital federal, aconteceu entre os três principais postulantes à cadeira que hoje é do alagoano: os baianos Elmar Nascimento (União) e Antônio Brito (PSD), além do paulista Marcos Pereira (Rep) foram os presentes ao local. Lira não foi chamado.
Segundo informações da imprensa nacional, o encontro foi organizado pelo líder do Republicanos na câmara, deputado Hugo Motta. O parlamentar convidou os pré-candidatos sem avisá-los de que seus futuros rivais estariam no mesmo local. Segundo ele, o jantar serviu para “quebrar o gelo”.
Para Lira, no entanto, o encontro serviu como uma clara demonstração de que a disputa pela sua cadeira na câmara já corre à sua revelia. Ainda donatário da caneta, Arthur comanda o destino das emendas parlamentares, mas cada vez menos terá controle sobre quem será o seu sucessor.
Além dos três já citados, Lira acende o alerta também para o governo, que pode em breve vitaminar um outro nome e aumentar ainda mais a concorrência sobre o cargo.
O deputado alagoano sabe que o seu futuro político, especialmente a planejada vaga de senador em 2026, depende das amarrações que forem feitas enquanto a caneta estiver sob seu poder. Daqui a menos de um ano, Lira será apenas mais um deputado nos corredores da casa.
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Governo ou Senado? Após deixar a Prefeitura, JHC terá dois caminhos decisivos para 2026
Com o avanço das articulações políticas para 2026, o cenário envolvendo o prefeito de Maceió, JHC, começa a ganhar contornos mais definidos — ainda que cercados de incertezas nos bastidores.
Após deixar o comando da capital alagoana, JHC terá, na prática, dois caminhos principais: disputar o Governo de Alagoas ou entrar na corrida por uma vaga no Senado Federal.
Nos bastidores, interlocutores avaliam que o prefeito vem trabalhando com ambas as possibilidades de forma estratégica. A eventual candidatura ao Governo surge como um movimento natural, considerando sua projeção política e capital eleitoral. Por outro lado, a disputa pelo Senado aparece como uma alternativa considerada mais segura e com menor desgaste político.
A leitura entre lideranças é de que a definição final dependerá diretamente do cenário político estadual, especialmente da composição de alianças e do posicionamento de grupos tradicionais.
A filiação ao PSDB, acompanhada pela primeira-dama Marina Candia e pela senadora Eudócia Caldas, reforça que o grupo já está inserido em um projeto maior, mirando protagonismo nas eleições.
Apesar disso, a ausência de uma definição clara sobre qual cargo será disputado tem alimentado dúvidas entre aliados e lideranças políticas. A avaliação é que o tempo de indefinição pode impactar diretamente na construção de confiança e na consolidação de apoios.
Nos bastidores, a percepção é objetiva: JHC joga em duas frentes, mas, ao deixar a prefeitura, precisará fazer uma escolha definitiva e essa decisão tende a redesenhar completamente o tabuleiro político de Alagoas para 2026.
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