Politicando
Partido de JHC pode sofrer mudanças antes das eleições em outubro
Com o andamento da investigação contra Bolsonaro e o PL, a articulação das eleições deve trocar de mãos
O partido presidido pelo prefeito de Maceió, PL, pode sofrer mudanças na cúpula que dirige a legenda. A mudança seria uma das consequências da operação da Polícia Federal contra o ex-presidente e seu partido.
O PL, partido que é presidido por JHC em Alagoas, tem grandes ambições para as eleições de outubro. Valdemar Costa Neto, presidente nacional do PL, pretende eleger 1.500 prefeitos pelo país.
Com a proibição de manter contato com o ex-presidente Jair Bolsonaro, em decorrência da operação da PF que investiga uma trama golpista arquitetada pelo ex-mandatário e aliados, Valdemar Costa Neto se vê impossibilitado de articular com seu maior cabo eleitoral.
Em Maceió, o PL está articulando um “chapão” na Câmara de Maceió que chega a ultrapassar 10 integrantes. Há ainda, a disputa pela reeleição do atual prefeito JHC.
Integrantes do PL cogitam alçar Flávio Bolsonaro, filho do ex-presidente, ao cargo de articulador das eleições, caso o impedimento de contato entre Bolsonaro e Valdemar se mantenha de pé.
Há quem diga que Valdemar Costa Neto colocou o partido em risco ao receber Bolsonaro.
Sobre o blog
Governo ou Senado? Após deixar a Prefeitura, JHC terá dois caminhos decisivos para 2026
Com o avanço das articulações políticas para 2026, o cenário envolvendo o prefeito de Maceió, JHC, começa a ganhar contornos mais definidos — ainda que cercados de incertezas nos bastidores.
Após deixar o comando da capital alagoana, JHC terá, na prática, dois caminhos principais: disputar o Governo de Alagoas ou entrar na corrida por uma vaga no Senado Federal.
Nos bastidores, interlocutores avaliam que o prefeito vem trabalhando com ambas as possibilidades de forma estratégica. A eventual candidatura ao Governo surge como um movimento natural, considerando sua projeção política e capital eleitoral. Por outro lado, a disputa pelo Senado aparece como uma alternativa considerada mais segura e com menor desgaste político.
A leitura entre lideranças é de que a definição final dependerá diretamente do cenário político estadual, especialmente da composição de alianças e do posicionamento de grupos tradicionais.
A filiação ao PSDB, acompanhada pela primeira-dama Marina Candia e pela senadora Eudócia Caldas, reforça que o grupo já está inserido em um projeto maior, mirando protagonismo nas eleições.
Apesar disso, a ausência de uma definição clara sobre qual cargo será disputado tem alimentado dúvidas entre aliados e lideranças políticas. A avaliação é que o tempo de indefinição pode impactar diretamente na construção de confiança e na consolidação de apoios.
Nos bastidores, a percepção é objetiva: JHC joga em duas frentes, mas, ao deixar a prefeitura, precisará fazer uma escolha definitiva e essa decisão tende a redesenhar completamente o tabuleiro político de Alagoas para 2026.
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