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Políticos que fazem oposição à Renan Calheiros reagem a sua saída da CPI da Braskem

João Catunda, vereador por Maceió, pediu que o senador abandone a política de vez

22/02/2024 12h12 - Atualizado em 22/02/2024 13h01
Políticos que fazem oposição à Renan Calheiros reagem a sua saída da CPI da Braskem

Políticos alagoanos reagiram ao anúncio da saída do senador Renan Calheiros (MDB) da CPI da Braskem após não ser escolhido como relator dos trabalhos. Renan Calheiros foi o responsável por colher as assinaturas necessárias e esperava conseguir um posto de destaque na comissão.

O senador Rodrigo Cunha (Podemos), considera a escolha do senador Rogério Carvalho (PT-SE) como “acertada”. “Não há espaço na relatoria para quem deve ser investigado. Ainda bem que superamos essa questão, como sempre alertei”, disse.

O vereador João Catunda (PP), informou que criou uma petição online pedindo a renúncia do senador emedebista. “Isso não me surpreende em NADA, vindo desse cidadão. Agora, só falta renunciar ao seu mandato como senador e, pelo menos uma vez na vida, encher de orgulho o povo alagoano e os cidadãos maceioenses. Se você concorda comigo, vamos assinar a petição”, escreveu Catunda em suas redes sociais.

O secretário Municipal de Relações Federativas, Davi Davino Filho, disse que enquanto a CPI busca a imparcialidade, o senador Renan Calheiros buscava os holofotes. “Sua renúncia só confirma que, para alguns, o interesse público vem em segundo lugar. A política do espetáculo não pode ser prioridade”.

Renan Calheiros deixou a CPI da Braskem após a reunião que definiu o senador Rogério Carvalho (PT-SE) como o relator da comissão de sua proposição.

A escolha do sergipano tem sido vista como uma maneira de não acirrar ainda mais os embates políticos locais, visto que Renan Calheiros poderia usar a comissão para atacar o prefeito de Maceió, JHC (PL).

Sobre o blog

Governo ou Senado? Após deixar a Prefeitura, JHC terá dois caminhos decisivos para 2026

Com o avanço das articulações políticas para 2026, o cenário envolvendo o prefeito de Maceió, JHC, começa a ganhar contornos mais definidos — ainda que cercados de incertezas nos bastidores.

Após deixar o comando da capital alagoana, JHC terá, na prática, dois caminhos principais: disputar o Governo de Alagoas ou entrar na corrida por uma vaga no Senado Federal.

Nos bastidores, interlocutores avaliam que o prefeito vem trabalhando com ambas as possibilidades de forma estratégica. A eventual candidatura ao Governo surge como um movimento natural, considerando sua projeção política e capital eleitoral. Por outro lado, a disputa pelo Senado aparece como uma alternativa considerada mais segura e com menor desgaste político.

A leitura entre lideranças é de que a definição final dependerá diretamente do cenário político estadual, especialmente da composição de alianças e do posicionamento de grupos tradicionais.

A filiação ao PSDB, acompanhada pela primeira-dama Marina Candia e pela senadora Eudócia Caldas, reforça que o grupo já está inserido em um projeto maior, mirando protagonismo nas eleições.

Apesar disso, a ausência de uma definição clara sobre qual cargo será disputado tem alimentado dúvidas entre aliados e lideranças políticas. A avaliação é que o tempo de indefinição pode impactar diretamente na construção de confiança e na consolidação de apoios.

Nos bastidores, a percepção é objetiva: JHC joga em duas frentes, mas, ao deixar a prefeitura, precisará fazer uma escolha definitiva e essa decisão tende a redesenhar completamente o tabuleiro político de Alagoas para 2026.

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