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Renan Calheiros pode voltar a CPI da Braskem, desta vez como convocado a depor

Requerimento de convocação do senador alagoano pode surgir a partir de sugestão de Rodrigo Cunha

22/02/2024 17h05
Renan Calheiros pode voltar a CPI da Braskem, desta vez como convocado a depor

Após ser excluído da disputa pela relatoria da CPI da Braskem, cargo entregue ao senador sergipano Rogério Carvalho (PT), Renan Calheiros pode ter que lidar com outra situação embaraçosa quanto ao funcionamento da comissão.

Nos bastidores, o único alagoano que ainda resta na CPI, o senador Rodrigo Cunha (Podemos) tem dito que Calheiros voltará à comissão, desta vez na condição de investigado.

Como membro titular das investigações, Cunha tem a prerrogativa de sugerir o depoimento de Renan ao relator, que pode acolher a sugestão e abrir votação entre os demais integrantes.

O clima entre a CPI e Calheiros não é dos melhores, a partir do momento em que o senador alagoano leu um discurso acusando a comissão de ter sido “domesticada” por forças ocultas, argumento que foi duramente rebatido pelo presidente da CPI, senador Omar Aziz.

A primeira reunião de trabalho da comissão acontece na próxima semana, quando o relator irá apresentar seu plano de trabalho para os próximos meses, e os membros poderão indicar os primeiros depoentes. A expectativa é que Cunha apresente o nome de Renan já nas primeiras reuniões.

Rodrigo sustenta que Calheiros deve ser investigado por ter sido presidente, durante alguns meses de 1993, do conselho administrativo de uma das subsidiárias da Salgema, que mais tarde seria incorporada à Braskem.

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Governo ou Senado? Após deixar a Prefeitura, JHC terá dois caminhos decisivos para 2026

Com o avanço das articulações políticas para 2026, o cenário envolvendo o prefeito de Maceió, JHC, começa a ganhar contornos mais definidos — ainda que cercados de incertezas nos bastidores.

Após deixar o comando da capital alagoana, JHC terá, na prática, dois caminhos principais: disputar o Governo de Alagoas ou entrar na corrida por uma vaga no Senado Federal.

Nos bastidores, interlocutores avaliam que o prefeito vem trabalhando com ambas as possibilidades de forma estratégica. A eventual candidatura ao Governo surge como um movimento natural, considerando sua projeção política e capital eleitoral. Por outro lado, a disputa pelo Senado aparece como uma alternativa considerada mais segura e com menor desgaste político.

A leitura entre lideranças é de que a definição final dependerá diretamente do cenário político estadual, especialmente da composição de alianças e do posicionamento de grupos tradicionais.

A filiação ao PSDB, acompanhada pela primeira-dama Marina Candia e pela senadora Eudócia Caldas, reforça que o grupo já está inserido em um projeto maior, mirando protagonismo nas eleições.

Apesar disso, a ausência de uma definição clara sobre qual cargo será disputado tem alimentado dúvidas entre aliados e lideranças políticas. A avaliação é que o tempo de indefinição pode impactar diretamente na construção de confiança e na consolidação de apoios.

Nos bastidores, a percepção é objetiva: JHC joga em duas frentes, mas, ao deixar a prefeitura, precisará fazer uma escolha definitiva e essa decisão tende a redesenhar completamente o tabuleiro político de Alagoas para 2026.

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