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Cabo Bebeto protocola projeto para tornar Lula ‘persona non gratta’ em Alagoas

Parlamentar avalia que o atual presidente tem feito declarações “descabidas, preconceituosas e inverídicas”

01/03/2024 17h05 - Atualizado em 01/03/2024 17h05
Cabo Bebeto protocola projeto para tornar Lula ‘persona non gratta’ em Alagoas

O deputado estadual Cabo Bebeto (PL) protocolou, na tarde desta quinta-feira (29) um projeto de lei destinado a tornar o presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em ‘persona non gratta’ no estado de Alagoas.

Segundo o deputado bolsonarista, os pronunciamentos de Lula causam “estranheza na política interna e externa, refletindo negativamente no meio social, com atos de desvalorização de importantes pessoas e setores do país, como é a comunidade judaica e o agronegócio”.

Para fundamentar o projeto, Bebeto anexou várias falas do presidente, consideradas por ele “descabidas, preconceituosas e inverídicas”. O documento foi protocolado na mesa da casa e deve receber uma resposta do presidente da casa, deputado Marcelo Victor (MDB).

Não há no ordenamento jurídico brasileiro o título de ‘persona non gratta’ a personalidades internas. A indicação vem do meio diplomático, e pode ser aplicada nas relações internacionais entre países, a diplomatas ou chefes de estado.

Além do caráter teratológico juridicamente, o PL de Bebeto pode encontrar outra dificuldade na Casa de Tavares Bastos: quem deve apreciá-lo é Marcelo Victor, que já se declarou em várias oportunidades como fã dos governos Lula.

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Governo ou Senado? Após deixar a Prefeitura, JHC terá dois caminhos decisivos para 2026

Com o avanço das articulações políticas para 2026, o cenário envolvendo o prefeito de Maceió, JHC, começa a ganhar contornos mais definidos — ainda que cercados de incertezas nos bastidores.

Após deixar o comando da capital alagoana, JHC terá, na prática, dois caminhos principais: disputar o Governo de Alagoas ou entrar na corrida por uma vaga no Senado Federal.

Nos bastidores, interlocutores avaliam que o prefeito vem trabalhando com ambas as possibilidades de forma estratégica. A eventual candidatura ao Governo surge como um movimento natural, considerando sua projeção política e capital eleitoral. Por outro lado, a disputa pelo Senado aparece como uma alternativa considerada mais segura e com menor desgaste político.

A leitura entre lideranças é de que a definição final dependerá diretamente do cenário político estadual, especialmente da composição de alianças e do posicionamento de grupos tradicionais.

A filiação ao PSDB, acompanhada pela primeira-dama Marina Candia e pela senadora Eudócia Caldas, reforça que o grupo já está inserido em um projeto maior, mirando protagonismo nas eleições.

Apesar disso, a ausência de uma definição clara sobre qual cargo será disputado tem alimentado dúvidas entre aliados e lideranças políticas. A avaliação é que o tempo de indefinição pode impactar diretamente na construção de confiança e na consolidação de apoios.

Nos bastidores, a percepção é objetiva: JHC joga em duas frentes, mas, ao deixar a prefeitura, precisará fazer uma escolha definitiva e essa decisão tende a redesenhar completamente o tabuleiro político de Alagoas para 2026.

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