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Candidatura de Caubi de Freitas pode rachar oposição em Murici; divisão favorece família Calheiros

Nome consolidado de oposição, Eduardo Oliveira pode ter que dividir votos descontentes com Calheiros

11/03/2024 17h05
Candidatura de Caubi de Freitas pode rachar oposição em Murici; divisão favorece família Calheiros

Murici tem sido um bastião político da família Calheiros, mantendo por lá um domínio ininterrupto por mais de 30 anos. No entanto, à medida que as eleições de 2024 se aproximam, surgem sinais de mudança na paisagem política local.

O ex-vereador Eduardo Oliveira surge como candidato forte, com total apoio do deputado federal Arthur Lira. Mas é a movimentação do ex-vereador Caubi de Freitas que está atraindo atenção.

Ao longo dos anos, a oposição em Murici manteve consistentemente cerca de 40% dos votos, independentemente do candidato em questão. No entanto, Caubi de Freitas parece estar adotando uma estratégia para desestabilizar esse ‘equilíbrio’.

Sua intenção de dividir a oposição pode ser interpretada como uma tentativa de enfraquecer a base de votos tradicionalmente sólida da oposição.

Eduardo Oliveira, o nome da vez na oposição, conta com apoio de Davi Davino Filho e do deputado estadual Cabo Bebeto. Fontes também indicam que o prefeito de Maceió, JHC, deve anunciar seu apoio nos próximos dias, o que poderia fortalecer ainda mais a sua chapa.

Se a oposição rachar, isso poderia resultar na continuação do domínio da família Calheiros sobre Murici.

Sobre o blog

Governo ou Senado? Após deixar a Prefeitura, JHC terá dois caminhos decisivos para 2026

Com o avanço das articulações políticas para 2026, o cenário envolvendo o prefeito de Maceió, JHC, começa a ganhar contornos mais definidos — ainda que cercados de incertezas nos bastidores.

Após deixar o comando da capital alagoana, JHC terá, na prática, dois caminhos principais: disputar o Governo de Alagoas ou entrar na corrida por uma vaga no Senado Federal.

Nos bastidores, interlocutores avaliam que o prefeito vem trabalhando com ambas as possibilidades de forma estratégica. A eventual candidatura ao Governo surge como um movimento natural, considerando sua projeção política e capital eleitoral. Por outro lado, a disputa pelo Senado aparece como uma alternativa considerada mais segura e com menor desgaste político.

A leitura entre lideranças é de que a definição final dependerá diretamente do cenário político estadual, especialmente da composição de alianças e do posicionamento de grupos tradicionais.

A filiação ao PSDB, acompanhada pela primeira-dama Marina Candia e pela senadora Eudócia Caldas, reforça que o grupo já está inserido em um projeto maior, mirando protagonismo nas eleições.

Apesar disso, a ausência de uma definição clara sobre qual cargo será disputado tem alimentado dúvidas entre aliados e lideranças políticas. A avaliação é que o tempo de indefinição pode impactar diretamente na construção de confiança e na consolidação de apoios.

Nos bastidores, a percepção é objetiva: JHC joga em duas frentes, mas, ao deixar a prefeitura, precisará fazer uma escolha definitiva e essa decisão tende a redesenhar completamente o tabuleiro político de Alagoas para 2026.

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