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Além do ‘Caso Braskem’, oposição deve focar na oferta de creches para tirar votos de JHC

Prova disto, é que JHC e Rafael Brito vêm trocando farpas sobre a Educação Municipal

12/03/2024 15h03
Além do ‘Caso Braskem’, oposição deve focar na oferta de creches para tirar votos de JHC

A oposição ao prefeito JHC (PL) já falou em algumas oportunidades que vai focar no “Caso Braskem” para tirar votos do mandatário da capital. Para além do crime ambiental, é nítido que o tema “creches” ainda tem dado pano pra mangas.

Desde o lançamento do Programa Gigantinhos, na última sexta-feira (08), o prefeito JHC tem recebido críticas por parte do pré-candidato do MDB, Rafael Brito, que já tomou conta da Educação Estadual.

Brito, que tem a Educação como um tema que lhe é caro, disse que JHC passou o mandato sem entregar creches e agora, no período próximo a eleição, lança um programa voltado à Educação Básica.

No dia do lançamento do programa, JHC disse à imprensa que Maceió passou a ser gigante e lembrou que, quando assumiu, pegou as escolas e creches sem estrutura para receber climatização.

“Carroça vazia só faz barulho. Tem muitas carroças vazias por aí que só entregaram mentiras e promessas não cumpridas, mas como inveja ninguém controla, vamos seguir trabalhando... Não vamos retroagir, vamos só para o futuro. Se não tem coragem, nem vontade de trabalhar, não entre na vida pública. Não é espaço para covardes”, prosseguiu, JHC.

Nesta terça-feira (12), o deputado federal Rafael Brito voltou a tocar no assunto e desmentiu as acusações feitas pelo prefeito de Maceió.

A oposição achou mais um ponto para abordar na campanha eleitoral.

Sobre o blog

Governo ou Senado? Após deixar a Prefeitura, JHC terá dois caminhos decisivos para 2026

Com o avanço das articulações políticas para 2026, o cenário envolvendo o prefeito de Maceió, JHC, começa a ganhar contornos mais definidos — ainda que cercados de incertezas nos bastidores.

Após deixar o comando da capital alagoana, JHC terá, na prática, dois caminhos principais: disputar o Governo de Alagoas ou entrar na corrida por uma vaga no Senado Federal.

Nos bastidores, interlocutores avaliam que o prefeito vem trabalhando com ambas as possibilidades de forma estratégica. A eventual candidatura ao Governo surge como um movimento natural, considerando sua projeção política e capital eleitoral. Por outro lado, a disputa pelo Senado aparece como uma alternativa considerada mais segura e com menor desgaste político.

A leitura entre lideranças é de que a definição final dependerá diretamente do cenário político estadual, especialmente da composição de alianças e do posicionamento de grupos tradicionais.

A filiação ao PSDB, acompanhada pela primeira-dama Marina Candia e pela senadora Eudócia Caldas, reforça que o grupo já está inserido em um projeto maior, mirando protagonismo nas eleições.

Apesar disso, a ausência de uma definição clara sobre qual cargo será disputado tem alimentado dúvidas entre aliados e lideranças políticas. A avaliação é que o tempo de indefinição pode impactar diretamente na construção de confiança e na consolidação de apoios.

Nos bastidores, a percepção é objetiva: JHC joga em duas frentes, mas, ao deixar a prefeitura, precisará fazer uma escolha definitiva e essa decisão tende a redesenhar completamente o tabuleiro político de Alagoas para 2026.

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