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Arthur Lira vai definir se anistia a Bolsonaro será pautada na Câmara dos Deputados

A presidente da CCJ disse que vai checar com Lira se há possibilidades de pautar o tema considerado polêmico

13/03/2024 10h10 - Atualizado em 13/03/2024 11h11
Arthur Lira vai definir se anistia a Bolsonaro será pautada na Câmara dos Deputados

A presidente da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara dos Deputados, Caroline de Toni (PL), disse à imprensa que vai conversar com o presidente da Câmara, Arthur Lira (PP), para saber se há clima para pautar uma possível anistia para os condenados pelos atos de 8 de Janeiro. A anistia incluiria o ex-presidente Bolsonaro.

Carol de Toni informou que na CCJ existem cerca de 12 projetos de lei que tratam da anistia aos condenados pelos atos extremistas do 8 de Janeiro. O fato da comissão ter passado pela mão da deputada Sâmia Bomfim (PSOL) fez com que nenhum desses PLs fossem passados adiante.

A nova presidente da CCJ afirmou que, se enxergar a oportunidade de anistiar o ex-presidente Jair Bolsonaro por meio de algum desses projetos que se encontram na CCJ, irá aprovar o texto.

De olho nessa possibilidade, Carol vai buscar o presidente da Casa, Arthur Lira, para saber se o clima na Câmara é favorável ao tema.

Arthur Lira tem buscado uma postura mais alinhada ao presidente Lula, de olho em seu apoio ao nome de sua sucessão na presidência da Casa, que pode ser um empecilho para que o projeto da base bolsonarista seja pautado.

O fato que chama a atenção, é que o ex-presidente Jair Bolsonaro ainda nem foi condenado pela suposta tentativa de golpe, mas já há, por parte dos parlamentares de Direita, as movimentações para manter Bolsonaro no jogo.

Sobre o blog

Governo ou Senado? Após deixar a Prefeitura, JHC terá dois caminhos decisivos para 2026

Com o avanço das articulações políticas para 2026, o cenário envolvendo o prefeito de Maceió, JHC, começa a ganhar contornos mais definidos — ainda que cercados de incertezas nos bastidores.

Após deixar o comando da capital alagoana, JHC terá, na prática, dois caminhos principais: disputar o Governo de Alagoas ou entrar na corrida por uma vaga no Senado Federal.

Nos bastidores, interlocutores avaliam que o prefeito vem trabalhando com ambas as possibilidades de forma estratégica. A eventual candidatura ao Governo surge como um movimento natural, considerando sua projeção política e capital eleitoral. Por outro lado, a disputa pelo Senado aparece como uma alternativa considerada mais segura e com menor desgaste político.

A leitura entre lideranças é de que a definição final dependerá diretamente do cenário político estadual, especialmente da composição de alianças e do posicionamento de grupos tradicionais.

A filiação ao PSDB, acompanhada pela primeira-dama Marina Candia e pela senadora Eudócia Caldas, reforça que o grupo já está inserido em um projeto maior, mirando protagonismo nas eleições.

Apesar disso, a ausência de uma definição clara sobre qual cargo será disputado tem alimentado dúvidas entre aliados e lideranças políticas. A avaliação é que o tempo de indefinição pode impactar diretamente na construção de confiança e na consolidação de apoios.

Nos bastidores, a percepção é objetiva: JHC joga em duas frentes, mas, ao deixar a prefeitura, precisará fazer uma escolha definitiva e essa decisão tende a redesenhar completamente o tabuleiro político de Alagoas para 2026.

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