Politicando

Politicando

Politicando

Partidos estão com dificuldades de encontrar ‘nomes de peso’ para chapas proporcionais em Maceió

O chapão do prefeito JHC seria um dos motivos da escassez de nomes “pesados” da política

15/03/2024 11h11
Partidos estão com dificuldades de encontrar ‘nomes de peso’ para chapas proporcionais em Maceió

O Blog Politicando obteve informações de bastidores que mostram dificuldades por parte dos partidos em encontrar nomes “pesados” para disputar espaço na Câmara de Vereadores de Maceió.

A escassez de políticos com densidade política no “mercado” se deve à atuação do prefeito JHC nos bastidores.

O atual chefe do Executivo da capital alagoana obteve êxito em sequestrar os vereadores com densidade eleitoral para seu grupo. A debandada de nomes que deveriam ser oposição é prova disso.

O chapão que vem sendo articulado pelo PL, partido de JHC, tem feito com que partidos menores corram contra o tempo para fechar suas chapas proporcionais, que precisam de pelo menos um nome de peso na chapa para puxar os votos.

Dentre as legendas pequenas, que pretendem eleger vereadores, há quem ache benéfica a chapa montada por JHC. É o caso do Solidariedade, que enxerga vereadores de mandato terem dificuldades de serem eleitos nessas configurações.

Legendas como o Podemos, do senador Rodrigo Cunha, aguardam JHC bater o martelo e definir se haverá chapão ou não. Caso o prefeito desfaça o chapão, o PP e o Podemos irão receber os nomes que hoje devem disputar pelo PL.

Sobre o blog

Governo ou Senado? Após deixar a Prefeitura, JHC terá dois caminhos decisivos para 2026

Com o avanço das articulações políticas para 2026, o cenário envolvendo o prefeito de Maceió, JHC, começa a ganhar contornos mais definidos — ainda que cercados de incertezas nos bastidores.

Após deixar o comando da capital alagoana, JHC terá, na prática, dois caminhos principais: disputar o Governo de Alagoas ou entrar na corrida por uma vaga no Senado Federal.

Nos bastidores, interlocutores avaliam que o prefeito vem trabalhando com ambas as possibilidades de forma estratégica. A eventual candidatura ao Governo surge como um movimento natural, considerando sua projeção política e capital eleitoral. Por outro lado, a disputa pelo Senado aparece como uma alternativa considerada mais segura e com menor desgaste político.

A leitura entre lideranças é de que a definição final dependerá diretamente do cenário político estadual, especialmente da composição de alianças e do posicionamento de grupos tradicionais.

A filiação ao PSDB, acompanhada pela primeira-dama Marina Candia e pela senadora Eudócia Caldas, reforça que o grupo já está inserido em um projeto maior, mirando protagonismo nas eleições.

Apesar disso, a ausência de uma definição clara sobre qual cargo será disputado tem alimentado dúvidas entre aliados e lideranças políticas. A avaliação é que o tempo de indefinição pode impactar diretamente na construção de confiança e na consolidação de apoios.

Nos bastidores, a percepção é objetiva: JHC joga em duas frentes, mas, ao deixar a prefeitura, precisará fazer uma escolha definitiva e essa decisão tende a redesenhar completamente o tabuleiro político de Alagoas para 2026.

Arquivos