Politicando

Politicando

Politicando

Dirigente petista critica título de cidadã maceioense para Michele Bolsonaro; “Deboche, nunca fez nada por Maceió”

Élida Miranda é uma das lideranças do PT em Maceió

19/03/2024 17h05 - Atualizado em 19/03/2024 17h05
Dirigente petista critica título de cidadã maceioense para Michele Bolsonaro; “Deboche, nunca fez nada por Maceió”

Uma das dirigentes do PT de Maceió, a jornalista Élida Miranda criticou a postura da Câmara de Vereadores de Maceió, por aprovar a concessão do título de cidadã maceioense à ex-primeira dama Michele Bolsonaro. A honraria, idealizada pelo vereador Leonardo Dias (PL), foi aprovada pela maioria dos edis.

Em vídeo publicado nas redes sociais na última sexta-feira (15), a petista repudiou a entrega da comenda, que chamou de ‘deboche’. “Mais um deboche da Câmara Municipal. No início de abril será concedido o título de cidadã para Michele Bolsonaro. Essa senhora nunca fez nada por Maceió”, diz.

Élida afirmou ainda que os vereadores deixaram com que a câmara se transformasse em uma propagadora das pautas do que ela chama de “ultra-direita”. “Esse título é a comprovação de que a câmara não trabalha pela população, e apenas alimenta a base de ultra-direita visando as eleições de 2024”.

A proposta, do vereador Leonardo Dias (PL), diz que a homenagem é um reconhecimento aos serviços prestados pela ex-primeira-dama ao país. Dias ressaltou um episódio específico de Michele, que segundo ele ‘fez história’ ao proferir o primeiro discurso presidencial em libras.

“Seu engajamento e representatividade contribuíram para dar visibilidade a questões importantes e sensíveis, como a inclusão de pessoas com deficiência na sociedade”, ressaltou o vereador.

Sobre o blog

Governo ou Senado? Após deixar a Prefeitura, JHC terá dois caminhos decisivos para 2026

Com o avanço das articulações políticas para 2026, o cenário envolvendo o prefeito de Maceió, JHC, começa a ganhar contornos mais definidos — ainda que cercados de incertezas nos bastidores.

Após deixar o comando da capital alagoana, JHC terá, na prática, dois caminhos principais: disputar o Governo de Alagoas ou entrar na corrida por uma vaga no Senado Federal.

Nos bastidores, interlocutores avaliam que o prefeito vem trabalhando com ambas as possibilidades de forma estratégica. A eventual candidatura ao Governo surge como um movimento natural, considerando sua projeção política e capital eleitoral. Por outro lado, a disputa pelo Senado aparece como uma alternativa considerada mais segura e com menor desgaste político.

A leitura entre lideranças é de que a definição final dependerá diretamente do cenário político estadual, especialmente da composição de alianças e do posicionamento de grupos tradicionais.

A filiação ao PSDB, acompanhada pela primeira-dama Marina Candia e pela senadora Eudócia Caldas, reforça que o grupo já está inserido em um projeto maior, mirando protagonismo nas eleições.

Apesar disso, a ausência de uma definição clara sobre qual cargo será disputado tem alimentado dúvidas entre aliados e lideranças políticas. A avaliação é que o tempo de indefinição pode impactar diretamente na construção de confiança e na consolidação de apoios.

Nos bastidores, a percepção é objetiva: JHC joga em duas frentes, mas, ao deixar a prefeitura, precisará fazer uma escolha definitiva e essa decisão tende a redesenhar completamente o tabuleiro político de Alagoas para 2026.

Arquivos