Acidentes sobrecarregam Hospital de Emergência do Agreste e levantam críticas à fiscalização da SMTT
Dados de 2025 mostram mais de 14 mil vítimas atendidas em Arapiraca
O número de vítimas de acidentes de trânsito atendidas no Hospital de Emergência do Agreste (HEA), em Arapiraca, voltou a chamar atenção em 2025.
Dados do Núcleo de Epidemiologia Hospitalar da unidade mostram que, ao longo de 2025, 14.432 pessoas deram entrada no hospital após se envolverem em acidentes de trânsito, o que representa 18,57% de todos os atendimentos realizados pela unidade, que somaram 77.716 registros no período.
Embora os dados não sejam exclusivamente de Arapiraca, o fato de a cidade ser a maior e concentrar o maior fluxo de veículos entre as atendidas pelo HEA chama a atenção e reacende o debate sobre as ações da Superintendência Municipal de Transportes e Trânsito (SMTT).
Embora o número seja ligeiramente inferior ao registrado em 2024, quando o hospital atendeu 14.711 vítimas de acidentes, o volume continua elevado. O trânsito segue como uma das principais causas de atendimentos na maior unidade hospitalar do interior de Alagoas.
Assim como nos anos anteriores, as motocicletas seguem liderando com ampla margem entre os tipos de acidentes. Em 2025, o HEA registrou 9.278 vítimas em ocorrências envolvendo motos, número superior ao de 2024, quando foram 8.872 atendimentos desse tipo.
Além disso, também foram contabilizados em 2025:
• 3.390 vítimas de colisões entre veículos;
• 540 atropelamentos;
• 262 capotamentos;
• 849 acidentes com bicicleta;
• 113 ocorrências envolvendo carros.
O 7Segundos entrou em contato com a SMTT para saber que medidas estão sendo tomadas para diminuir o número de acidentes, mas não obteve resposta até o fechamento da matéria.
Fiscalização pouco visível
Apesar do alto volume de ocorrências, moradores e profissionais que atuam no atendimento às vítimas apontam que ações de fiscalização de trânsito se tornaram cada vez menos frequentes em Arapiraca.
Blitz educativas, abordagens de rotina e operações voltadas ao combate de irregularidades, como condução sem capacete, excesso de velocidade ou direção sob efeito de álcool, são consideradas ferramentas essenciais para reduzir acidentes, mas raramente são vistas em diferentes regiões da cidade.
Especialistas em segurança viária apontam que a fiscalização constante é um dos pilares para reduzir acidentes. O médico e especialista em medicina do tráfego Dirceu Rodrigues Alves Júnior, diretor da Associação Brasileira de Medicina de Tráfego (Abramet), já alertou em diversas ocasiões que a ausência de fiscalização efetiva contribui diretamente para o aumento da imprudência nas ruas.
Segundo ele, quando o condutor não percebe risco de punição, comportamentos perigosos passam a ser mais frequentes.
“A fiscalização permanente e as ações educativas são fundamentais para reduzir acidentes. Quando essas medidas não acontecem, o motorista tende a assumir mais riscos e as consequências acabam aparecendo nos hospitais”, afirma o especialista em segurança viária.
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