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Desentendimentos internos podem causar debandada em bloco do PSDB e deixar tucanos sem chapa

Grupo do vereador Samyr Malta entrou junto e pode sair junto da legenda

26/03/2024 06h06
Desentendimentos internos podem causar debandada em bloco do PSDB e deixar tucanos sem chapa

Uma reviravolta ocorrida durante os últimos dias pode fazer o grupo do vereador Samyr Malta, atualmente no PSDB, deixar a legenda em bloco - o que deixaria a sigla tucana sem condições de ter uma chapa proporcional nas eleições deste ano.

De acordo com os bastidores, desentendimentos internos estão inviabilizando a continuidade do grupo entre os tucanos, e já existe inclusive um plano B, em caso de debandada: o Podemos, do senador Rodrigo Cunha, seria o destino da chapa como um todo.

Para entender: Samyr Malta montou um grupo com vistas à sua reeleição, onde ele é o ‘ponta de lança’, ou seja, o candidato potencialmente mais votado. Em seguida, estão vários pré-candidatos, todos na mesma faixa de votação, de modo que se a chapa conseguir eleger dois vereadores, qualquer um deles pode ser o segundo colocado.

Desta forma, o grupo de Samyr está fechado desde 2023, e negociou a filiação ao PSDB em bloco. Porém, a indefinição sobre a inclusão de novos nomes tucanos e também do Cidadania, que compõe e federação com o PSDB, começou a causar rusgas entre dirigentes partidários e o grupo do vereador.

Com a persistência dos problemas, o mais provável é que Samyr e sua chapa deixem o partido, e tomem rumo ao Podemos. A legenda, que pretendia montar uma chapa forte, perdeu recentemente Marcelo Palmeira para o PL, e está aberta ao grupo, segundo informações.

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Governo ou Senado? Após deixar a Prefeitura, JHC terá dois caminhos decisivos para 2026

Com o avanço das articulações políticas para 2026, o cenário envolvendo o prefeito de Maceió, JHC, começa a ganhar contornos mais definidos — ainda que cercados de incertezas nos bastidores.

Após deixar o comando da capital alagoana, JHC terá, na prática, dois caminhos principais: disputar o Governo de Alagoas ou entrar na corrida por uma vaga no Senado Federal.

Nos bastidores, interlocutores avaliam que o prefeito vem trabalhando com ambas as possibilidades de forma estratégica. A eventual candidatura ao Governo surge como um movimento natural, considerando sua projeção política e capital eleitoral. Por outro lado, a disputa pelo Senado aparece como uma alternativa considerada mais segura e com menor desgaste político.

A leitura entre lideranças é de que a definição final dependerá diretamente do cenário político estadual, especialmente da composição de alianças e do posicionamento de grupos tradicionais.

A filiação ao PSDB, acompanhada pela primeira-dama Marina Candia e pela senadora Eudócia Caldas, reforça que o grupo já está inserido em um projeto maior, mirando protagonismo nas eleições.

Apesar disso, a ausência de uma definição clara sobre qual cargo será disputado tem alimentado dúvidas entre aliados e lideranças políticas. A avaliação é que o tempo de indefinição pode impactar diretamente na construção de confiança e na consolidação de apoios.

Nos bastidores, a percepção é objetiva: JHC joga em duas frentes, mas, ao deixar a prefeitura, precisará fazer uma escolha definitiva e essa decisão tende a redesenhar completamente o tabuleiro político de Alagoas para 2026.

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