Politicando
Camyla Brasil é expulsa do PL e vai disputar a prefeitura de Atalaia pelo Solidariedade
A vice-prefeita de Atalaia foi expulsa do PL após interferências dentro da legenda
A vice-prefeita de Atalaia, Camyla Brasil, que estava como pré-candidata majoritária pelo PL, foi convidada a se retirar do partido a pedido de um integrante da legenda. Aos 45 do segundo tempo, Camyla conseguiu se filiar ao Solidariedade e mantém sua pré-candidatura de pé.
Nas redes sociais, a vice-prefeita anunciou que não vai mais disputar as eleições pelo PL por ter sido expulsa do partido, após um integrante do diretório de Maceió ter articulado contra sua pré-candidatura em Atalaia. Camyla recebeu a notícia de que não receberia mais o apoio do partido do ex-presidente Jair Bolsonaro, durante o evento do PL Mulher no último sábado (06).
Com exclusividade, o Blog Politicando obteve a informação de que a vice-prefeita conseguiu migrar para o Solidariedade, partido dirigido por Adeilson Bezerra.
Camyla, que já contava com o apoio do prefeito de Pilar, Renato Filho, e da deputada estadual Fátima Canuto, recebe agora o apoio de Adeilson, que popularmente é conhecido como “mago das chapas”.
Em Atalaia, a prefeita Ceci Rocha rompeu com Camyla após desentendimentos durante a campanha eleitoral de 2022. Após o divórcio com o prefeito de Pilar, Renato Filho, a família Rezende tem abraçado a candidatura de Camyla no município, fazendo oposição a atual gestão.
Sobre o blog
Governo ou Senado? Após deixar a Prefeitura, JHC terá dois caminhos decisivos para 2026
Com o avanço das articulações políticas para 2026, o cenário envolvendo o prefeito de Maceió, JHC, começa a ganhar contornos mais definidos — ainda que cercados de incertezas nos bastidores.
Após deixar o comando da capital alagoana, JHC terá, na prática, dois caminhos principais: disputar o Governo de Alagoas ou entrar na corrida por uma vaga no Senado Federal.
Nos bastidores, interlocutores avaliam que o prefeito vem trabalhando com ambas as possibilidades de forma estratégica. A eventual candidatura ao Governo surge como um movimento natural, considerando sua projeção política e capital eleitoral. Por outro lado, a disputa pelo Senado aparece como uma alternativa considerada mais segura e com menor desgaste político.
A leitura entre lideranças é de que a definição final dependerá diretamente do cenário político estadual, especialmente da composição de alianças e do posicionamento de grupos tradicionais.
A filiação ao PSDB, acompanhada pela primeira-dama Marina Candia e pela senadora Eudócia Caldas, reforça que o grupo já está inserido em um projeto maior, mirando protagonismo nas eleições.
Apesar disso, a ausência de uma definição clara sobre qual cargo será disputado tem alimentado dúvidas entre aliados e lideranças políticas. A avaliação é que o tempo de indefinição pode impactar diretamente na construção de confiança e na consolidação de apoios.
Nos bastidores, a percepção é objetiva: JHC joga em duas frentes, mas, ao deixar a prefeitura, precisará fazer uma escolha definitiva e essa decisão tende a redesenhar completamente o tabuleiro político de Alagoas para 2026.
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