Politicando
Saída de César Lira da superintendência do Incra tem mais de uma versão
Primo de Arthur Lira foi exonerado do cargo oficialmente nesta terça (16)
A exoneração de César Lira da superintendência do Incra em Alagoas, publicada no Diário Oficial da União desta terça-feira (16), ainda é um mistério político que precisa ser investigado.
A versão inicial, de que seria uma retaliação de Lula pelo recente clima beligerante criado pelo presidente da câmara contra o ministro Alexandre Padilha, parece um tanto quanto inocente - considerando que um órgão como o Incra é ‘pouca coisa’ para ser recebido por Lira como um aviso.
A versão que circula nos bastidores é menos espetaculosa - a informação é a de que César saiu do Incra para substituir outro aliado em uma importante autarquia federal que perderá em breve seu superintendente.
A Codevasf, principal executora das emendas parlamentares de Lira por toda Alagoas, perderá em breve Joãozinho Pereira, que vai para a disputa municipal em Junqueiro. Com isso, o deputado está preparando César para a função, que exige forte alinhamento.
Há ainda a versão, que tem menos força, de que a saída de César se deu para que ele possa disputar as eleições deste ano - o que só pode acontecer, pelo prazo da janela eleitoral, em caso de candidatura a cargo executivo. César Lira chegou a ‘namorar’ uma candidatura em Maragogi, mas Fernando Sérgio Lira já escolheu sucessor.
Do lado dos movimentos sociais de luta pela terra, a saída de Lira, que era visto como uma pessoa ‘estranha’ à causa, foi bastante comemorada.
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Governo ou Senado? Após deixar a Prefeitura, JHC terá dois caminhos decisivos para 2026
Com o avanço das articulações políticas para 2026, o cenário envolvendo o prefeito de Maceió, JHC, começa a ganhar contornos mais definidos — ainda que cercados de incertezas nos bastidores.
Após deixar o comando da capital alagoana, JHC terá, na prática, dois caminhos principais: disputar o Governo de Alagoas ou entrar na corrida por uma vaga no Senado Federal.
Nos bastidores, interlocutores avaliam que o prefeito vem trabalhando com ambas as possibilidades de forma estratégica. A eventual candidatura ao Governo surge como um movimento natural, considerando sua projeção política e capital eleitoral. Por outro lado, a disputa pelo Senado aparece como uma alternativa considerada mais segura e com menor desgaste político.
A leitura entre lideranças é de que a definição final dependerá diretamente do cenário político estadual, especialmente da composição de alianças e do posicionamento de grupos tradicionais.
A filiação ao PSDB, acompanhada pela primeira-dama Marina Candia e pela senadora Eudócia Caldas, reforça que o grupo já está inserido em um projeto maior, mirando protagonismo nas eleições.
Apesar disso, a ausência de uma definição clara sobre qual cargo será disputado tem alimentado dúvidas entre aliados e lideranças políticas. A avaliação é que o tempo de indefinição pode impactar diretamente na construção de confiança e na consolidação de apoios.
Nos bastidores, a percepção é objetiva: JHC joga em duas frentes, mas, ao deixar a prefeitura, precisará fazer uma escolha definitiva e essa decisão tende a redesenhar completamente o tabuleiro político de Alagoas para 2026.
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