Politicando
Fechamento de restaurante por falta de licenciamento ambiental vira briga política na praia do Gunga
Restaurante e mirante foram lacrados, e processo de licenciamento corre no IMA
O fechamento de um restaurante na paradisíaca Praia do Gunga, no litoral sul alagoano, acabou sendo incluído no debate político pré-eleitoral da cidade de Roteiro, município ao qual pertence a faixa litorânea onde fica a praia.
O permissionário do restaurante é o candidato de oposição à prefeitura da cidade, Thiago Cursino - recentemente filiado ao PL de JHC. E é justamente este o mote utilizado por ele para tentar capitalizar eleitoralmente sobre o fechamento do ambiente.
O restaurante, bem como toda a área onde ele está localizado, são partes de um processo de licenciamento ambiental que vem se estendendo por vários anos, e que levou ao fechamento do local e também do mirante do Gunga, local bastante frequentado por turistas.
Em uma postagem nas redes sociais, Cursino afirma que o fechamento do empreendimento é fruto de perseguição política, sem no entanto mencionar quem é o perseguidor. “A turma do mal tentou novamente atingir agora minha segunda casa, em roteirenses que tiram seu sustento do mirante do Gunga”, escreveu.
Além de JHC, a empreitada eleitoral do empresário contará também com o apoio dos federais Marx Beltrão, Alfredo Gaspar e Arthur Lira. O atual prefeito, Alysson Reis, está em seu segundo mandato e tem o apoio do deputado estadual Marcelo Victor - que deve indicar o sucessor.
Sobre o blog
Governo ou Senado? Após deixar a Prefeitura, JHC terá dois caminhos decisivos para 2026
Com o avanço das articulações políticas para 2026, o cenário envolvendo o prefeito de Maceió, JHC, começa a ganhar contornos mais definidos — ainda que cercados de incertezas nos bastidores.
Após deixar o comando da capital alagoana, JHC terá, na prática, dois caminhos principais: disputar o Governo de Alagoas ou entrar na corrida por uma vaga no Senado Federal.
Nos bastidores, interlocutores avaliam que o prefeito vem trabalhando com ambas as possibilidades de forma estratégica. A eventual candidatura ao Governo surge como um movimento natural, considerando sua projeção política e capital eleitoral. Por outro lado, a disputa pelo Senado aparece como uma alternativa considerada mais segura e com menor desgaste político.
A leitura entre lideranças é de que a definição final dependerá diretamente do cenário político estadual, especialmente da composição de alianças e do posicionamento de grupos tradicionais.
A filiação ao PSDB, acompanhada pela primeira-dama Marina Candia e pela senadora Eudócia Caldas, reforça que o grupo já está inserido em um projeto maior, mirando protagonismo nas eleições.
Apesar disso, a ausência de uma definição clara sobre qual cargo será disputado tem alimentado dúvidas entre aliados e lideranças políticas. A avaliação é que o tempo de indefinição pode impactar diretamente na construção de confiança e na consolidação de apoios.
Nos bastidores, a percepção é objetiva: JHC joga em duas frentes, mas, ao deixar a prefeitura, precisará fazer uma escolha definitiva e essa decisão tende a redesenhar completamente o tabuleiro político de Alagoas para 2026.
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