Politicando
Rafael Brito se reúne nos EUA com expoente da esquerda, mas terá que explicar bolsonarista no MDB
Deputado foi um dos seis parlamentares brasileiros que conversaram com Bernie Sanders em Washington
O deputado federal Rafael Brito (MDB) foi um dos seis parlamentares brasileiros que viajaram até Washington, capital dos Estados Unidos, para uma série de compromissos com agentes políticos norte-americanos. Brito também foi o único representante do MDB na comitiva.
A intenção do grupo é articular-se, junto a parlamentares daquele país, num esforço contra a ascensão da extrema-direita nos dois países. Tanto Brasil quanto EUA tiveram episódios de ataque à democracia - em 6 de janeiro de 2021 com a invasão ao Capitólio, e em 8 de janeiro de 2023 em Brasília.
Dentre outras agendas, Brito e os demais parlamentares se reuniram com o senador Bernie Sanders, expoente da esquerda norte-americana. Sanders chegou a disputar as prévias eleitorais americanas por duas vezes, e foi membro da CPI americana sobre a invasão do Capitólio.
Com os compromissos e as fotos ao lado de Sanders, Brito fixa ainda mais sua imagem como um político de centro-esquerda, o que terá efeitos - para o bem e para o mal - nas eleições deste ano em Maceió, onde vai desafiar o favoritismo de JHC.
E como um político deste espectro, Brito terá ainda que lidar com uma questão que exige sua atenção ao voltar ao país: a filiação do ‘bolsonarista-raiz’ André da Maria Gorda no mesmo MDB, dividindo com ele o palanque municipal.
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Governo ou Senado? Após deixar a Prefeitura, JHC terá dois caminhos decisivos para 2026
Com o avanço das articulações políticas para 2026, o cenário envolvendo o prefeito de Maceió, JHC, começa a ganhar contornos mais definidos — ainda que cercados de incertezas nos bastidores.
Após deixar o comando da capital alagoana, JHC terá, na prática, dois caminhos principais: disputar o Governo de Alagoas ou entrar na corrida por uma vaga no Senado Federal.
Nos bastidores, interlocutores avaliam que o prefeito vem trabalhando com ambas as possibilidades de forma estratégica. A eventual candidatura ao Governo surge como um movimento natural, considerando sua projeção política e capital eleitoral. Por outro lado, a disputa pelo Senado aparece como uma alternativa considerada mais segura e com menor desgaste político.
A leitura entre lideranças é de que a definição final dependerá diretamente do cenário político estadual, especialmente da composição de alianças e do posicionamento de grupos tradicionais.
A filiação ao PSDB, acompanhada pela primeira-dama Marina Candia e pela senadora Eudócia Caldas, reforça que o grupo já está inserido em um projeto maior, mirando protagonismo nas eleições.
Apesar disso, a ausência de uma definição clara sobre qual cargo será disputado tem alimentado dúvidas entre aliados e lideranças políticas. A avaliação é que o tempo de indefinição pode impactar diretamente na construção de confiança e na consolidação de apoios.
Nos bastidores, a percepção é objetiva: JHC joga em duas frentes, mas, ao deixar a prefeitura, precisará fazer uma escolha definitiva e essa decisão tende a redesenhar completamente o tabuleiro político de Alagoas para 2026.
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