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Pasta tomada de Kelmann Vieira é cobiçada por outros personagens políticos da base do governo

Seprev atualmente está na cota pessoal de Paulo Dantas

14/05/2024 17h05
Pasta tomada de Kelmann Vieira é cobiçada por outros personagens políticos da base do governo

Liberada da área política do governo desde a saída do grupo do vereador Kelmann Vieira, a Secretaria de Prevenção à Violência do estado (Seprev) pode voltar às mãos de aliados de Paulo Dantas em breve.

Pelo menos esse é o desejo de boa parte dos grupos políticos que circundam o Palácio República dos Palmares. A pasta é uma maravilha para quem quer fazer política: opera o programa Ronda no Bairro e gerencia várias comunidades terapêuticas, dentre outras atividades.

Indiretamente, Dantas já recebeu recado de vários deputados e aliados em geral, interessados no controle ou ao menos em um pedaço da secretaria, que ajudaria bastante nas eleições proporcionais deste ano.

Por enquanto, o governador mantém-se fiel à ideia de não mais lotear a pasta, que está sob o controle da sua base pessoal. Paloma Tojal, a atual secretária, entrou no governo pelas mãos do ex-Sefaz George Santoro, e hoje é da ‘bancada’ de Renata Santos.

Paloma ainda aguarda instruções sobre sua missão - se manter o trabalho que já vinha sido feito por Moita, ou promover um ‘pente fino’ geral na gestão da Seprev. Vai depender da temperatura do debate com o ex-donatário, Kelmann Vieira. No momento, a turma do ‘deixa-disso’ entrou em ação e o cenário é de pacificação.

Sobre o blog

Governo ou Senado? Após deixar a Prefeitura, JHC terá dois caminhos decisivos para 2026

Com o avanço das articulações políticas para 2026, o cenário envolvendo o prefeito de Maceió, JHC, começa a ganhar contornos mais definidos — ainda que cercados de incertezas nos bastidores.

Após deixar o comando da capital alagoana, JHC terá, na prática, dois caminhos principais: disputar o Governo de Alagoas ou entrar na corrida por uma vaga no Senado Federal.

Nos bastidores, interlocutores avaliam que o prefeito vem trabalhando com ambas as possibilidades de forma estratégica. A eventual candidatura ao Governo surge como um movimento natural, considerando sua projeção política e capital eleitoral. Por outro lado, a disputa pelo Senado aparece como uma alternativa considerada mais segura e com menor desgaste político.

A leitura entre lideranças é de que a definição final dependerá diretamente do cenário político estadual, especialmente da composição de alianças e do posicionamento de grupos tradicionais.

A filiação ao PSDB, acompanhada pela primeira-dama Marina Candia e pela senadora Eudócia Caldas, reforça que o grupo já está inserido em um projeto maior, mirando protagonismo nas eleições.

Apesar disso, a ausência de uma definição clara sobre qual cargo será disputado tem alimentado dúvidas entre aliados e lideranças políticas. A avaliação é que o tempo de indefinição pode impactar diretamente na construção de confiança e na consolidação de apoios.

Nos bastidores, a percepção é objetiva: JHC joga em duas frentes, mas, ao deixar a prefeitura, precisará fazer uma escolha definitiva e essa decisão tende a redesenhar completamente o tabuleiro político de Alagoas para 2026.

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