Politicando
Rodrigo Cunha volta a chamar Renan Calheiros de ‘covarde’ por ter abandonado a CPI da Braskem
Para Cunha, Renan pulou fora da CPI quando percebeu que não poderia usar a comissão politicamente
O senador Rodrigo Cunha (Podemos) não esconde de ninguém seu desafeto com o senador Renan Calheiros (MDB). Em entrevista à Rede Antena 7, nesta sexta-feira (17), Cunha voltou a criticar Calheiros por ter abandonado a CPI da Braskem quando percebeu que não conseguiria usá-la como instrumento político.
Na avaliação de Rodrigo Cunha, um dos motivos do presidente Lula (PT) não ter mencionado a Braskem quando esteve em Maceió, seria para evitar conflito entre os políticos locais.
Justificando sua posição, o senador lembrou de uma reunião que aconteceu em Brasília, onde estava em pauta o colapso da mina 18 da Braskem, que reuniu Rodrigo Cunha, Renan pai e filho, Paulo Dantas e o prefeito JHC.
“Após três horas de reunião, o presidente Lula pediu para que a temperatura política fosse baixada e o foco fosse ajudar as pessoas”, disse Cunha.
O senador lembrou ainda da politização do tema por parte de Renan Calheiros, que foi o propositor da comissão, mas não seguiu adiante quando não ganhou a relatoria da CPI.
“Renan Calheiros criou a CPI da Braskem e não pisou lá. Se acovardou porque queria usar a CPI como instrumento político. A partir do momento que ele soube que não iria poder politizar a CPI, pulou fora. Ele estava usando o fato para tentar ter um ganho político, seja atacando adversários ou se aproveitando da vulnerabilidade das pessoas”, concluiu o senador.
O senador arapiraquense já havia criticado Renan Calheiros quando o mesmo anunciou que deixaria a CPI caso não conseguisse a relatoria da comissão.
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Governo ou Senado? Após deixar a Prefeitura, JHC terá dois caminhos decisivos para 2026
Com o avanço das articulações políticas para 2026, o cenário envolvendo o prefeito de Maceió, JHC, começa a ganhar contornos mais definidos — ainda que cercados de incertezas nos bastidores.
Após deixar o comando da capital alagoana, JHC terá, na prática, dois caminhos principais: disputar o Governo de Alagoas ou entrar na corrida por uma vaga no Senado Federal.
Nos bastidores, interlocutores avaliam que o prefeito vem trabalhando com ambas as possibilidades de forma estratégica. A eventual candidatura ao Governo surge como um movimento natural, considerando sua projeção política e capital eleitoral. Por outro lado, a disputa pelo Senado aparece como uma alternativa considerada mais segura e com menor desgaste político.
A leitura entre lideranças é de que a definição final dependerá diretamente do cenário político estadual, especialmente da composição de alianças e do posicionamento de grupos tradicionais.
A filiação ao PSDB, acompanhada pela primeira-dama Marina Candia e pela senadora Eudócia Caldas, reforça que o grupo já está inserido em um projeto maior, mirando protagonismo nas eleições.
Apesar disso, a ausência de uma definição clara sobre qual cargo será disputado tem alimentado dúvidas entre aliados e lideranças políticas. A avaliação é que o tempo de indefinição pode impactar diretamente na construção de confiança e na consolidação de apoios.
Nos bastidores, a percepção é objetiva: JHC joga em duas frentes, mas, ao deixar a prefeitura, precisará fazer uma escolha definitiva e essa decisão tende a redesenhar completamente o tabuleiro político de Alagoas para 2026.
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