Politicando
Sem nome do seu grupo, Paulo Dantas deve apoiar ex-primeira-dama à prefeitura de Rio Largo
Governo não conseguiu emplacar nome do MDB à prefeitura da cidade
Diante da falta de um nome do chamado ‘núcleo duro’ do governo Paulo Dantas no quarto maior colégio eleitoral do estado, a candidatura que deve ganhar a chancela e o apoio do palácio República dos Palmares deve ser mesmo a da ex-primeira-dama Izabelle Lins.
Izabelle é esposa do ex-prefeito Toninho Lins, que até ensaiou um retorno às urnas nas eleições deste ano, mas diante da insegurança jurídica em torno da sua candidatura (ainda lhe pesa uma condenação na justiça), preferiu abrir espaço para a esposa, que filiou-se ao PDT.
Até pouco tempo atrás, Izabelle disputaria o apoio do governo com a republicana Sâmea Mascarenhas, porém a ruptura do Republicanos e do deputado Antonio Albuquerque com Paulo Dantas inviabilizaram essa possibilidade.
A opção de Dantas por Izabelle externa um problema claro que o governo terá que equacionar até 2026: a ausência de lideranças competitivas nos maiores colégios eleitorais do estado, o que pode comprometer os projetos do seu grupo político nas próximas eleições.
Em Maceió, Arapiraca, Palmeira dos Índios e Rio Largo, o governador não tem um nome do seu grupo nas gestões - no máximo, tem acordos políticos que o fazem compor com os prefeitos, como com Luciano Barbosa em Arapiraca e Júlio Cézar em Palmeira.
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Governo ou Senado? Após deixar a Prefeitura, JHC terá dois caminhos decisivos para 2026
Com o avanço das articulações políticas para 2026, o cenário envolvendo o prefeito de Maceió, JHC, começa a ganhar contornos mais definidos — ainda que cercados de incertezas nos bastidores.
Após deixar o comando da capital alagoana, JHC terá, na prática, dois caminhos principais: disputar o Governo de Alagoas ou entrar na corrida por uma vaga no Senado Federal.
Nos bastidores, interlocutores avaliam que o prefeito vem trabalhando com ambas as possibilidades de forma estratégica. A eventual candidatura ao Governo surge como um movimento natural, considerando sua projeção política e capital eleitoral. Por outro lado, a disputa pelo Senado aparece como uma alternativa considerada mais segura e com menor desgaste político.
A leitura entre lideranças é de que a definição final dependerá diretamente do cenário político estadual, especialmente da composição de alianças e do posicionamento de grupos tradicionais.
A filiação ao PSDB, acompanhada pela primeira-dama Marina Candia e pela senadora Eudócia Caldas, reforça que o grupo já está inserido em um projeto maior, mirando protagonismo nas eleições.
Apesar disso, a ausência de uma definição clara sobre qual cargo será disputado tem alimentado dúvidas entre aliados e lideranças políticas. A avaliação é que o tempo de indefinição pode impactar diretamente na construção de confiança e na consolidação de apoios.
Nos bastidores, a percepção é objetiva: JHC joga em duas frentes, mas, ao deixar a prefeitura, precisará fazer uma escolha definitiva e essa decisão tende a redesenhar completamente o tabuleiro político de Alagoas para 2026.
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