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Bancada alagoana se divide sobre veto às ‘saidinhas’ de presos; Renan e Rafael Brito não votam

Sessão do congresso para análise de vetos ocorreu nesta terça-feira (28)

29/05/2024 16h04 - Atualizado em 29/05/2024 17h05
Bancada alagoana se divide sobre veto às ‘saidinhas’ de presos; Renan e Rafael Brito não votam

Embora dividida ao meio, a bancada alagoana de deputados e senadores ajudou a derrubar um veto assinalado pelo presidente Lula (PT) que mantinha as chamadas ‘saidinhas’ de pessoas privadas de liberdade com bom comportamento no cumprimento da pena.

As saidinhas já haviam sido aprovadas pelo congresso, mas o item que versa sobre a saidinha temporária de uma determinada categoria de presos foi vetada por Lula - e foi este veto que caiu, mantendo o texto original do projeto aprovado pelo parlamento.

Da bancada alagoana, três deputados e um senador votaram pela derrubada do veto presidencial: Fábio Costa (PP), Marx Beltrão (PP) e Alfredo Gaspar (União), além do senador Rodrigo Cunha (Podemos); Já pela manutenção do veto de Lula, votaram Isnaldo Bulhões (MDB), Paulão (PT) e Luciano Amaral (PV), além do senador Fernando Farias (MDB).

Os deputados Daniel Barbosa (PP) e Rafael Brito (MDB), além do senador Renan Calheiros (MDB) não votaram na sessão. Não há informação sobre a justificativa dos três parlamentares.

Em derrota para o governo, o Congresso Nacional derrubou nesta terça (28) o veto do presidente Lula (PT) à lei que proibiu as saídas temporárias de presos para visitar familiares, conhecidas como “saidinhas”. Agora, o trecho segue para promulgação do Legislativo.

O veto foi feito ao PL 2253/2022, que limitava as saídas temporárias dos presos no país. O projeto ganhou força no início deste ano depois da morte de um policial militar por um preso que estava em uma dessas saídas de Natal e da fuga de 2 presidiários da penitenciária federal de segurança máxima de Mossoró (RN).

Sobre o blog

Governo ou Senado? Após deixar a Prefeitura, JHC terá dois caminhos decisivos para 2026

Com o avanço das articulações políticas para 2026, o cenário envolvendo o prefeito de Maceió, JHC, começa a ganhar contornos mais definidos — ainda que cercados de incertezas nos bastidores.

Após deixar o comando da capital alagoana, JHC terá, na prática, dois caminhos principais: disputar o Governo de Alagoas ou entrar na corrida por uma vaga no Senado Federal.

Nos bastidores, interlocutores avaliam que o prefeito vem trabalhando com ambas as possibilidades de forma estratégica. A eventual candidatura ao Governo surge como um movimento natural, considerando sua projeção política e capital eleitoral. Por outro lado, a disputa pelo Senado aparece como uma alternativa considerada mais segura e com menor desgaste político.

A leitura entre lideranças é de que a definição final dependerá diretamente do cenário político estadual, especialmente da composição de alianças e do posicionamento de grupos tradicionais.

A filiação ao PSDB, acompanhada pela primeira-dama Marina Candia e pela senadora Eudócia Caldas, reforça que o grupo já está inserido em um projeto maior, mirando protagonismo nas eleições.

Apesar disso, a ausência de uma definição clara sobre qual cargo será disputado tem alimentado dúvidas entre aliados e lideranças políticas. A avaliação é que o tempo de indefinição pode impactar diretamente na construção de confiança e na consolidação de apoios.

Nos bastidores, a percepção é objetiva: JHC joga em duas frentes, mas, ao deixar a prefeitura, precisará fazer uma escolha definitiva e essa decisão tende a redesenhar completamente o tabuleiro político de Alagoas para 2026.

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