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De olho nas eleições, prefeito transforma Maceió em canteiro de obras investindo mais de R$120 milhões

Prefeitura deu uma turbinada no caixa da Infraestrutura para realizar obras pela cidade

20/06/2024 10h10 - Atualizado em 20/06/2024 11h11
De olho nas eleições, prefeito transforma Maceió em canteiro de obras investindo mais de R$120 milhões

A Prefeitura de Maceió abriu crédito suplementar para a Secretaria Municipal de Infraestrutura (Seminfra) no valor de R$123,6 milhões. A ideia de JHC (PL) é transformar a cidade em um canteiro de obras, que possa impactar positivamente durante a corrida eleitoral.

As suplementações foram publicadas no Diário Oficial desta quarta (19) e quinta-feira (20). A justificativa apresentada pelo executivo para suplementar o orçamento da pasta é a realização de obras de drenagem, pavimentação, terraplanagem, e obras nos equipamentos urbanos.

Traduzindo, o prefeito vai transformar a capital alagoana em um canteiro de obras próximo às eleições em que o mandatário vai buscar sua reeleição. Com R$123,6 milhões nos cofres, o prefeito pretende reformar um grande número de praças, recapear ruas e avenidas.

De acordo com a legislação eleitoral, prefeitos podem inaugurar obras até três meses antes da eleição. JHC não vai conseguir entregar todas as obras em andamento até 6 de julho, mas a ideia central é deixar a cidade com aspecto de “em reforma”.

Durante a campanha, enquanto a oposição dirá que o prefeito não fez nada durante seu mandato, o eleitorado vai olhar pela janela de casa, do carro, e enxergar uma Maceió cheia de obras.

Está aí a ideia.

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Governo ou Senado? Após deixar a Prefeitura, JHC terá dois caminhos decisivos para 2026

Com o avanço das articulações políticas para 2026, o cenário envolvendo o prefeito de Maceió, JHC, começa a ganhar contornos mais definidos — ainda que cercados de incertezas nos bastidores.

Após deixar o comando da capital alagoana, JHC terá, na prática, dois caminhos principais: disputar o Governo de Alagoas ou entrar na corrida por uma vaga no Senado Federal.

Nos bastidores, interlocutores avaliam que o prefeito vem trabalhando com ambas as possibilidades de forma estratégica. A eventual candidatura ao Governo surge como um movimento natural, considerando sua projeção política e capital eleitoral. Por outro lado, a disputa pelo Senado aparece como uma alternativa considerada mais segura e com menor desgaste político.

A leitura entre lideranças é de que a definição final dependerá diretamente do cenário político estadual, especialmente da composição de alianças e do posicionamento de grupos tradicionais.

A filiação ao PSDB, acompanhada pela primeira-dama Marina Candia e pela senadora Eudócia Caldas, reforça que o grupo já está inserido em um projeto maior, mirando protagonismo nas eleições.

Apesar disso, a ausência de uma definição clara sobre qual cargo será disputado tem alimentado dúvidas entre aliados e lideranças políticas. A avaliação é que o tempo de indefinição pode impactar diretamente na construção de confiança e na consolidação de apoios.

Nos bastidores, a percepção é objetiva: JHC joga em duas frentes, mas, ao deixar a prefeitura, precisará fazer uma escolha definitiva e essa decisão tende a redesenhar completamente o tabuleiro político de Alagoas para 2026.

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