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Escolha de Rodrigo Cunha como vice de JHC pode colocar Podemos em Arapiraca no palanque de Fabiana Pessoa

Condição para que senador seja nomeado vice do atual prefeito já é de conhecimento de Cunha

10/07/2024 17h05
Escolha de Rodrigo Cunha como vice de JHC pode colocar Podemos em Arapiraca no palanque de Fabiana Pessoa

Há uma opção política na mesa do senador Rodrigo Cunha (Podemos), como pré-requisito para que ele receba o cargo de vice-prefeito de JHC (PL) nas eleições em Maceió.

A função é pretendida por Rodrigo e por vários outros personagens da política maceioense, e a decisão final está nas mãos do prefeito JHC, que precisa torná-la pública nos próximos dias até as convenções partidárias.

O que se fala nos bastidores é que, para que seja ungido à condição de vice de JHC, Cunha precisa alinhar o Podemos de ‘porteira fechada’ com o PL do prefeito de Maceió em todas as cidades onde o partido tiver representação política.

O pedido de JHC tem um desdobramento imediato no segundo maior colégio eleitoral de Alagoas, Arapiraca. Cunha teria que deixar o palanque de Luciano Barbosa e passar a apoiar a candidatura do PL na capital do agreste, a ex-prefeita Fabiana Pessoa.

Firme na parceria com Luciano Barbosa, Cunha tenta demover JHC da ideia, ao menos da parte que fala sobre Arapiraca. Não há muita chance de vitória para o senador na eleição municipal se não for ao lado do atual prefeito, amplo favorito nas pesquisas.

Esta é mais uma decisão que aumenta a expectativa pela escolha do atual prefeito sobre seu número dois, cujo resultado saberemos em breve.

Sobre o blog

Governo ou Senado? Após deixar a Prefeitura, JHC terá dois caminhos decisivos para 2026

Com o avanço das articulações políticas para 2026, o cenário envolvendo o prefeito de Maceió, JHC, começa a ganhar contornos mais definidos — ainda que cercados de incertezas nos bastidores.

Após deixar o comando da capital alagoana, JHC terá, na prática, dois caminhos principais: disputar o Governo de Alagoas ou entrar na corrida por uma vaga no Senado Federal.

Nos bastidores, interlocutores avaliam que o prefeito vem trabalhando com ambas as possibilidades de forma estratégica. A eventual candidatura ao Governo surge como um movimento natural, considerando sua projeção política e capital eleitoral. Por outro lado, a disputa pelo Senado aparece como uma alternativa considerada mais segura e com menor desgaste político.

A leitura entre lideranças é de que a definição final dependerá diretamente do cenário político estadual, especialmente da composição de alianças e do posicionamento de grupos tradicionais.

A filiação ao PSDB, acompanhada pela primeira-dama Marina Candia e pela senadora Eudócia Caldas, reforça que o grupo já está inserido em um projeto maior, mirando protagonismo nas eleições.

Apesar disso, a ausência de uma definição clara sobre qual cargo será disputado tem alimentado dúvidas entre aliados e lideranças políticas. A avaliação é que o tempo de indefinição pode impactar diretamente na construção de confiança e na consolidação de apoios.

Nos bastidores, a percepção é objetiva: JHC joga em duas frentes, mas, ao deixar a prefeitura, precisará fazer uma escolha definitiva e essa decisão tende a redesenhar completamente o tabuleiro político de Alagoas para 2026.

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