Politicando
PT nacional vai intervir novamente em AL e candidatura de Ricardo Barbosa será vetada
Comunicado já foi feito ao pré-candidato da legenda, que passou a semana em Brasília
Pouco adiantou a jornada do presidente estadual do PT, Ricardo Barbosa, e do deputado federal Paulão em Brasília durante toda esta semana. Após o retorno de ambos, a tendência da direção nacional do PT é de que o partido não tenha candidatura majoritária nas eleições deste ano em Maceió.
A informação que circulou na noite desta sexta-feira (12) foi confirmada pelo 7 Segundos com fontes internas da legenda. Na reunião do diretório nacional da próxima terça-feira (16), a executiva nacional do PT deve vetar oficialmente a candidatura majoritária de Barbosa, e indicar a aliança com o MDB.
Segundo o jornalista Marcelo Firmino, que também é assessor do deputado Paulão, o veto à candidatura de Ricardo Barbosa vem após intensa negociação do PT com Renan Calheiros, Isnaldo Bulhões e com o presidente nacional do MDB, Baleia Rossi.
Durante toda a semana, Paulão e Ricardo circularam pela capital federal em busca de apoio à candidatura própria petista, mas não conseguiram angariar muitos gestos positivos - apenas os deputados Guilherme Boulos (PSOL) e Lindbergh Farias (PT) declararam publicamente apoio a Barbosa.
Esta é a segunda intervenção nacional do PT em decisões tomadas localmente pela legenda. A primeira foi a filiação da vereadora Teca Nelma à sigla, rejeitada pelo PT local e assegurada via Brasília, com direito a vídeo de boas vindas da presidente nacional, Gleisi Hoffman.
Ainda nesta sexta-feira (12), uma reunião com algumas tendências internas do partido aconteceu na capital, e ficou decidido que caso mais uma intervenção nacional aconteça, o PT não irá indicar o vice do candidato emedebista Rafael Brito.
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Governo ou Senado? Após deixar a Prefeitura, JHC terá dois caminhos decisivos para 2026
Com o avanço das articulações políticas para 2026, o cenário envolvendo o prefeito de Maceió, JHC, começa a ganhar contornos mais definidos — ainda que cercados de incertezas nos bastidores.
Após deixar o comando da capital alagoana, JHC terá, na prática, dois caminhos principais: disputar o Governo de Alagoas ou entrar na corrida por uma vaga no Senado Federal.
Nos bastidores, interlocutores avaliam que o prefeito vem trabalhando com ambas as possibilidades de forma estratégica. A eventual candidatura ao Governo surge como um movimento natural, considerando sua projeção política e capital eleitoral. Por outro lado, a disputa pelo Senado aparece como uma alternativa considerada mais segura e com menor desgaste político.
A leitura entre lideranças é de que a definição final dependerá diretamente do cenário político estadual, especialmente da composição de alianças e do posicionamento de grupos tradicionais.
A filiação ao PSDB, acompanhada pela primeira-dama Marina Candia e pela senadora Eudócia Caldas, reforça que o grupo já está inserido em um projeto maior, mirando protagonismo nas eleições.
Apesar disso, a ausência de uma definição clara sobre qual cargo será disputado tem alimentado dúvidas entre aliados e lideranças políticas. A avaliação é que o tempo de indefinição pode impactar diretamente na construção de confiança e na consolidação de apoios.
Nos bastidores, a percepção é objetiva: JHC joga em duas frentes, mas, ao deixar a prefeitura, precisará fazer uma escolha definitiva e essa decisão tende a redesenhar completamente o tabuleiro político de Alagoas para 2026.
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