Politicando
‘Não dá para cortar as relações com o MDB no momento atual’, disse Teca sobre veto à candidatura de Ricardo Barbosa
A vereadora disse que é preciso recalcular a rota e focar em tirar JHC do poder
Mesmo com o incômodo generalizado dentro do PT, após a tentativa do senador Renan Calheiros em minar a candidatura de Ricardo Barbosa a prefeito de Maceió, Teca Nelma disse que não dá para cortar laços com o MDB neste momento. O grupo entende que a hora é de focar em tirar o atual mandatário da capital do poder.
A vereadora petista foi a entrevistada desta sexta-feira (19) do Antena Manhã, da Rede Antena 7. O programa vai ao ar de segunda a sexta-feira das 07h às 10h.
“Não dá para cortar as relações com o MDB no momento atual. A gente tem que recalcular a rota e ver quem é o nosso inimigo em comum”, disse Teca.
No entendimento da vereadora, é preciso unir forças para identificar quem luta contra as pautas que são defendidas pelo Partido dos Trabalhadores. “Precisamos identificar quem luta contra os trabalhadores, que assola nossa cidade. Precisamos recalcular a rota e ver quem não é benéfico para nossa cidade”, disse Teca se referindo ao prefeito JHC.
“Acho sim que o PT deve manter a possibilidade de ter aliança com o MDB nesse momento específico para tentarmos derrotar a gestão que tanto assola Maceió”, finalizou.
Vale ressaltar, que o MDB - através de Renan Calheiros - vem tentando retirar Ricardo Barbosa da corrida pela Prefeitura de Maceió. O incômodo com a cúpula do MDB é grande, mas os petistas devem manter a aliança para tentar barrar a reeleição de JHC.
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Governo ou Senado? Após deixar a Prefeitura, JHC terá dois caminhos decisivos para 2026
Com o avanço das articulações políticas para 2026, o cenário envolvendo o prefeito de Maceió, JHC, começa a ganhar contornos mais definidos — ainda que cercados de incertezas nos bastidores.
Após deixar o comando da capital alagoana, JHC terá, na prática, dois caminhos principais: disputar o Governo de Alagoas ou entrar na corrida por uma vaga no Senado Federal.
Nos bastidores, interlocutores avaliam que o prefeito vem trabalhando com ambas as possibilidades de forma estratégica. A eventual candidatura ao Governo surge como um movimento natural, considerando sua projeção política e capital eleitoral. Por outro lado, a disputa pelo Senado aparece como uma alternativa considerada mais segura e com menor desgaste político.
A leitura entre lideranças é de que a definição final dependerá diretamente do cenário político estadual, especialmente da composição de alianças e do posicionamento de grupos tradicionais.
A filiação ao PSDB, acompanhada pela primeira-dama Marina Candia e pela senadora Eudócia Caldas, reforça que o grupo já está inserido em um projeto maior, mirando protagonismo nas eleições.
Apesar disso, a ausência de uma definição clara sobre qual cargo será disputado tem alimentado dúvidas entre aliados e lideranças políticas. A avaliação é que o tempo de indefinição pode impactar diretamente na construção de confiança e na consolidação de apoios.
Nos bastidores, a percepção é objetiva: JHC joga em duas frentes, mas, ao deixar a prefeitura, precisará fazer uma escolha definitiva e essa decisão tende a redesenhar completamente o tabuleiro político de Alagoas para 2026.
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