Politicando
Ciro flerta com bolsonarismo no Ceará na semana em que desembarca em AL
Ex-presidenciável critica antigos aliados e participa de convenções de candidatos do PL no seu estado
No último final de semana antes de desembarcar em Alagoas para uma palestra sobre política, num cenário local onde vai encontrar vários entusiastas da esquerda nacional, o ex-presidenciável Ciro Gomes envolveu-se em mais uma polêmica no seu estado natal, o Ceará.
Por lá, onde é rompido com o PT e com o próprio núcleo familiar, Ciro percorreu algumas convenções em cidades importantes do estado, sempre subindo nos palanques de antigos adversários, muitos deles apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
É o caso de Juazeiro do Norte, terceiro maior colégio eleitoral do Ceará, e onde Ciro visitou a convenção que lançou o nome de Carmelo Neto (PL) à prefeitura. Carmelo e o antigo grupo ao qual Ciro hoje critica sempre foram adversários na cidade.
Durante o processo de ruptura do ex-presidenciável com seu antigo grupo, sobrou até mesmo para figuras históricas do PDT, seu partido - o que fez o vice-governador Ronaldo Lessa ser uma espécie de ‘bombeiro’, na época, evitando a debandada de quadros do partido e mantendo Ciro ainda no PDT.
Hoje, o ex-ministro se diz um ‘influencer da política’, e afirma não querer mais disputar eleições por se mostrar desiludido com o que ele chama de “hipocrisia da democracia”.
Gomes estará em Maceió nesta quinta (25), para o lançamento da Câmara de Estudos Políticos da Vice-Governadoria, ação de Lessa em parceria com o governador Paulo Dantas.
Sobre o blog
Governo ou Senado? Após deixar a Prefeitura, JHC terá dois caminhos decisivos para 2026
Com o avanço das articulações políticas para 2026, o cenário envolvendo o prefeito de Maceió, JHC, começa a ganhar contornos mais definidos — ainda que cercados de incertezas nos bastidores.
Após deixar o comando da capital alagoana, JHC terá, na prática, dois caminhos principais: disputar o Governo de Alagoas ou entrar na corrida por uma vaga no Senado Federal.
Nos bastidores, interlocutores avaliam que o prefeito vem trabalhando com ambas as possibilidades de forma estratégica. A eventual candidatura ao Governo surge como um movimento natural, considerando sua projeção política e capital eleitoral. Por outro lado, a disputa pelo Senado aparece como uma alternativa considerada mais segura e com menor desgaste político.
A leitura entre lideranças é de que a definição final dependerá diretamente do cenário político estadual, especialmente da composição de alianças e do posicionamento de grupos tradicionais.
A filiação ao PSDB, acompanhada pela primeira-dama Marina Candia e pela senadora Eudócia Caldas, reforça que o grupo já está inserido em um projeto maior, mirando protagonismo nas eleições.
Apesar disso, a ausência de uma definição clara sobre qual cargo será disputado tem alimentado dúvidas entre aliados e lideranças políticas. A avaliação é que o tempo de indefinição pode impactar diretamente na construção de confiança e na consolidação de apoios.
Nos bastidores, a percepção é objetiva: JHC joga em duas frentes, mas, ao deixar a prefeitura, precisará fazer uma escolha definitiva e essa decisão tende a redesenhar completamente o tabuleiro político de Alagoas para 2026.
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