Politicando
Marqueteiros do Solidariedade terão dificuldades para transformar Lobão em ‘prefeitável’
Adeilson Bezerra disse que a estratégia de seu candidato a prefeito tem sido “tola”
Os marqueteiros do Solidariedade terão a difícil missão de deixar o ex-deputado Lobão “prefeitável”. A espontaneidade de Lobão - que o aproxima da população - pode afastar setores que seriam de extrema importância para a campanha.
No entendimento do presidente estadual do Solidariedade, Adeilson Bezerra, Lobão terá que deixar o marketing político assumir a campanha e evitar improvisos.
“Lobão tem o estilo próprio dele e nossa dificuldade será deixar nosso marketing comandar para que ele [Lobão] não faça muita coisa improvisada”, disse à Rede Antena 7.
Adeilson disse que aconselhou o Lobão a não divulgar todas as suas ideias através das redes sociais, já que o prefeito pode acabar se aproveitando da situação e resolvendo de uma forma paliativa o problema apontado pelo ex-deputado .
“Você está sendo um pouco tolo porque você grava uma coisa dizendo que JHC não fez isso e dois dias depois o prefeito está ali com uma obra pequena mostrando que está fazendo”, disse Bezerra a Lobão.
Nas últimas semanas, por exemplo, Lobão veio à público dizer que JHC estava copiando suas ideias. Após o pré-candidato do Solidariedade publicar uma solução para o nivelamento das tampas de bueiros com a pista, JHC fez um vídeo mostrando que estava resolvendo o problema.
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Governo ou Senado? Após deixar a Prefeitura, JHC terá dois caminhos decisivos para 2026
Com o avanço das articulações políticas para 2026, o cenário envolvendo o prefeito de Maceió, JHC, começa a ganhar contornos mais definidos — ainda que cercados de incertezas nos bastidores.
Após deixar o comando da capital alagoana, JHC terá, na prática, dois caminhos principais: disputar o Governo de Alagoas ou entrar na corrida por uma vaga no Senado Federal.
Nos bastidores, interlocutores avaliam que o prefeito vem trabalhando com ambas as possibilidades de forma estratégica. A eventual candidatura ao Governo surge como um movimento natural, considerando sua projeção política e capital eleitoral. Por outro lado, a disputa pelo Senado aparece como uma alternativa considerada mais segura e com menor desgaste político.
A leitura entre lideranças é de que a definição final dependerá diretamente do cenário político estadual, especialmente da composição de alianças e do posicionamento de grupos tradicionais.
A filiação ao PSDB, acompanhada pela primeira-dama Marina Candia e pela senadora Eudócia Caldas, reforça que o grupo já está inserido em um projeto maior, mirando protagonismo nas eleições.
Apesar disso, a ausência de uma definição clara sobre qual cargo será disputado tem alimentado dúvidas entre aliados e lideranças políticas. A avaliação é que o tempo de indefinição pode impactar diretamente na construção de confiança e na consolidação de apoios.
Nos bastidores, a percepção é objetiva: JHC joga em duas frentes, mas, ao deixar a prefeitura, precisará fazer uma escolha definitiva e essa decisão tende a redesenhar completamente o tabuleiro político de Alagoas para 2026.
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