Politicando
Candidatura de Caubi de Freitas em Murici pode ser ‘moeda de troca’ por reeleição do primo em Branquinha
Neno Freitas pode ter reeleição facilitada pela família Calheiros na cidade vizinha
Em uma das eleições mais equilibradas da história de Murici, na zona da mata alagoana, o movimento de manutenção da candidatura majoritária exercido por um dos nomes de oposição na cidade, Caubi de Freitas (Podemos), pode ser decisivo para mais uma vitória da família Calheiros.
Explicamos: desgastada pelos longos anos à frente do município, a família hoje tem índices de aprovação que não garantiriam, em tese, um mandato a Remi Filho (MDB), o nome do grupo para substituir o atual prefeito Olavo Neto (MDB).
Nos bastidores, comenta-se que a insistência de Caubi em rachar os votos de oposição - e consequentemente facilitar a vitória dos Calheiros - tem relação com a candidatura de seu primo, Neno Freitas (MDB), que é candidato à reeleição na vizinha Branquinha.
Neste município, Neno enfrenta a oposição de um sobrinho do senador Renan, Renildo Calheiros. Com o acordo de bastidor, ‘uma mão lava a outra’; Os Calheiros retirariam a candidatura de Renildo, enquanto Caubi manteria seu nome na disputa em Murici, ‘facilitando’ mais uma eleição da família.
Em Murici, num cenário onde houvesse apenas um candidato de oposição, as informações são de que uma chapa liderada pelo empresário Eduardo Oliveira, filiado ao PP de Arthur Lira, teria grandes chances de êxito contra Remi Filho. O movimento pode dividir os votos da oposição e dar mais uma vitória à família Calheiros.
A informação, que corre nos bastidores políticos da cidade, não é confirmada por nenhum dos personagens, mas se ocorrer, confirma a tese amplamente difundida pelo eleitorado muriciense. A conferir.
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Governo ou Senado? Após deixar a Prefeitura, JHC terá dois caminhos decisivos para 2026
Com o avanço das articulações políticas para 2026, o cenário envolvendo o prefeito de Maceió, JHC, começa a ganhar contornos mais definidos — ainda que cercados de incertezas nos bastidores.
Após deixar o comando da capital alagoana, JHC terá, na prática, dois caminhos principais: disputar o Governo de Alagoas ou entrar na corrida por uma vaga no Senado Federal.
Nos bastidores, interlocutores avaliam que o prefeito vem trabalhando com ambas as possibilidades de forma estratégica. A eventual candidatura ao Governo surge como um movimento natural, considerando sua projeção política e capital eleitoral. Por outro lado, a disputa pelo Senado aparece como uma alternativa considerada mais segura e com menor desgaste político.
A leitura entre lideranças é de que a definição final dependerá diretamente do cenário político estadual, especialmente da composição de alianças e do posicionamento de grupos tradicionais.
A filiação ao PSDB, acompanhada pela primeira-dama Marina Candia e pela senadora Eudócia Caldas, reforça que o grupo já está inserido em um projeto maior, mirando protagonismo nas eleições.
Apesar disso, a ausência de uma definição clara sobre qual cargo será disputado tem alimentado dúvidas entre aliados e lideranças políticas. A avaliação é que o tempo de indefinição pode impactar diretamente na construção de confiança e na consolidação de apoios.
Nos bastidores, a percepção é objetiva: JHC joga em duas frentes, mas, ao deixar a prefeitura, precisará fazer uma escolha definitiva e essa decisão tende a redesenhar completamente o tabuleiro político de Alagoas para 2026.
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