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Em reunião tensa, Solidariedade exclui PTK da chapa proporcional do partido

Influencer vinha se destacando como um dos principais nomes da chapa da legenda

25/07/2024 20h08 - Atualizado em 25/07/2024 21h09
Em reunião tensa, Solidariedade exclui PTK da chapa proporcional do partido

Em uma reunião tensa, realizada nesta quinta-feira (25) na sede do Solidariedade, o partido tomou a decisão de não conceder a legenda para a candidatura do influencer e empresário Patrick Almeida, também conhecido como PTK.

A decisão da legenda foi tomada em meio a um clima de tensão envolvendo o pré-candidato, que esteve presente acompanhado de seus advogados, mas mesmo assim não conseguiu garantir lugar na chapa.

Segundo informações, PTK perdeu uma votação interna realizada entre os candidatos, e foi preterido pelos seus próprios companheiros de partido. Haviam 50 pré-candidaturas, mas apenas 28 vagas.

Nos bastidores, a informação é de que PTK obteve um crescimento inesperado após o anúncio de sua pré-candidatura, o que já começava a mudar as contas iniciais da legenda sobre o número e os possíveis eleitos nas urnas em outubro.

Trocando em miúdos: o crescimento de PTK começava a ‘incomodar’ os principais nomes da legenda, que temerosos em perder a possibilidade de vitória teriam articulado pelo veto ao influencer.

Em maio deste ano, Patrick Almeida já havia se envolvido em outra polêmica eleitoral, ao figurar na lista inicial de pré-candidatos pelo PP - inclusive participando de reuniões ao lado de nomes do partido, como Davi Davino e Arthur Lira. No entanto, logo depois, apareceu na lista de filiados do Solidariedade.

Desde o começo da pré-campanha, o nome de PTK já era ventilado como um dos que podiam surpreender no cenário eleitoral de Maceió. Em várias enquetes feitas ainda no começo do ano, o influencer aparecia bem posicionado, com alta quantidade de cliques.

Sobre o blog

Governo ou Senado? Após deixar a Prefeitura, JHC terá dois caminhos decisivos para 2026

Com o avanço das articulações políticas para 2026, o cenário envolvendo o prefeito de Maceió, JHC, começa a ganhar contornos mais definidos — ainda que cercados de incertezas nos bastidores.

Após deixar o comando da capital alagoana, JHC terá, na prática, dois caminhos principais: disputar o Governo de Alagoas ou entrar na corrida por uma vaga no Senado Federal.

Nos bastidores, interlocutores avaliam que o prefeito vem trabalhando com ambas as possibilidades de forma estratégica. A eventual candidatura ao Governo surge como um movimento natural, considerando sua projeção política e capital eleitoral. Por outro lado, a disputa pelo Senado aparece como uma alternativa considerada mais segura e com menor desgaste político.

A leitura entre lideranças é de que a definição final dependerá diretamente do cenário político estadual, especialmente da composição de alianças e do posicionamento de grupos tradicionais.

A filiação ao PSDB, acompanhada pela primeira-dama Marina Candia e pela senadora Eudócia Caldas, reforça que o grupo já está inserido em um projeto maior, mirando protagonismo nas eleições.

Apesar disso, a ausência de uma definição clara sobre qual cargo será disputado tem alimentado dúvidas entre aliados e lideranças políticas. A avaliação é que o tempo de indefinição pode impactar diretamente na construção de confiança e na consolidação de apoios.

Nos bastidores, a percepção é objetiva: JHC joga em duas frentes, mas, ao deixar a prefeitura, precisará fazer uma escolha definitiva e essa decisão tende a redesenhar completamente o tabuleiro político de Alagoas para 2026.

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