Politicando
Em sabatina no UOL, Rafael Brito diz que vai rever acordo da Braskem se eleito prefeito
Pré-candidato do MDB disse ainda que o projeto do BRT em Maceió é um ‘trem fantasma’
Em aparição para falar do cenário político local, o pré-candidato à prefeitura de Maceió pelo MDB, deputado Rafael Brito, afirmou que vai rever o acordo fechado entre a Braskem e a prefeitura de Maceió, se for eleito, e disse ainda que o projeto do BRT apresentado pelo prefeito JHC (PL) é na verdade um “trem fantasma”.
Brito participou nesta terça-feira (30) de sabatina promovida pelo portal nacional UOL e jornal Folha de São Paulo.
O pré-candidato do MDB afirmou também que não há nenhum mal estar entre ele e o PT, por conta da decisão da executiva nacional do partido em forçar a entrada na sua chapa. “Tenho recebido uma série de mensagens de candidatos do PT, do PCdoB e do PV que entendem que essa foi a melhor estratégia eleitoral para o nosso campo e estou muito feliz com esse apoio”, disse.
O acordo de 1,7 bilhões fechado entre a Braskem e a prefeitura de Maceió, na gestão do atual prefeito JHC, foi duramente criticado por Brito, que afirmou que vai rever o contrato. “A Braskem não indenizou pessoas, ela comprou os imóveis das pessoas, e com esse acordo de 1,7 bilhão comprou todo o patrimônio público que tinha naquela região. A partir de 1º de janeiro, eu vou rever todos os acordos que a prefeitura tiver com a Braskem”, disse.
Ao fazer uma crítica à família Caldas, do prefeito JHC, Rafael acabou escorregando sobre um dado de sua própria carreira política, e esquecendo o nome do vice-governador Ronaldo Lessa (PDT) como a pessoa que lhe lançou no meio. A primeira experiência de Brito na política foi uma indicação de Lessa para a agência Desenvolve.
“Eu não vim da política, não tenho nenhum histórico na política. Meu pai não é político, minha irmã não é política. Sou empresário a minha vida inteira, e entrei na política através de um convite do senador Renan Filho, e continuo nela até hoje porque me dá uma satisfação em ajudar a população”, disse.
Brito chamou o projeto do BRT, lançado pelo prefeito JHC há uma semana, de “trem fantasma”, porque, segundo ele, a obra não tem sequer projeto. “Aqui está sendo chamado de trem fantasma. Fizeram um 3D às pressas para fazer um anúncio, porque viram em pesquisa que mobilidade urbana é um grande problema. Se pedir um projeto básico, eles não vão mandar porque não tem. é um anúncio que faz com que as pessoas sejam enganadas”, afirmou.
Brito também falou sobre o alto índice de analfabetismo registrado por Alagoas, mesmo com o governo falando em avanço da educação. “A idade de alfabetização diz respeito às escolas municipais. Se Alagoas apresenta esses índices, é por conta da má gestão dos municípios. Hoje são aproximadamente 400 mil analfabetos em Alagoas, e quase 200 mil só em Maceió. Que ação a prefeitura fez nesses 4 anos para combater o analfabetismo? o governo [do estado] fez”, disse.
No intuito de diferenciar as famílias Caldas e Calheiros como ‘profissionais da política’, o deputado cometeu outra incorreção, ao afirmar que apenas o senador Renan Calheiros e Renan Filho são políticos dentro do mesmo núcleo familiar, a exemplo de JHC, o pai João Caldas e a mãe, Eudócia.
“Na família do senador Renan é só ele e o Renan Filho. Tem mais dois irmãos que nunca disputaram eleição e a dona Verônica, que é a mãe do ex-governador, nunca disputou eleição”, disse. Na verdade, Renan tem outro irmão, Olavo, ex-deputado estadual e federal e Renildo (deputado federal por Pernambuco), além de Remi (deputado estadual), Olavo Neto (atual prefeito de Murici) e Remi Filho (candidato a prefeito de Murici), dentre outros.
Sobre o blog
Governo ou Senado? Após deixar a Prefeitura, JHC terá dois caminhos decisivos para 2026
Com o avanço das articulações políticas para 2026, o cenário envolvendo o prefeito de Maceió, JHC, começa a ganhar contornos mais definidos — ainda que cercados de incertezas nos bastidores.
Após deixar o comando da capital alagoana, JHC terá, na prática, dois caminhos principais: disputar o Governo de Alagoas ou entrar na corrida por uma vaga no Senado Federal.
Nos bastidores, interlocutores avaliam que o prefeito vem trabalhando com ambas as possibilidades de forma estratégica. A eventual candidatura ao Governo surge como um movimento natural, considerando sua projeção política e capital eleitoral. Por outro lado, a disputa pelo Senado aparece como uma alternativa considerada mais segura e com menor desgaste político.
A leitura entre lideranças é de que a definição final dependerá diretamente do cenário político estadual, especialmente da composição de alianças e do posicionamento de grupos tradicionais.
A filiação ao PSDB, acompanhada pela primeira-dama Marina Candia e pela senadora Eudócia Caldas, reforça que o grupo já está inserido em um projeto maior, mirando protagonismo nas eleições.
Apesar disso, a ausência de uma definição clara sobre qual cargo será disputado tem alimentado dúvidas entre aliados e lideranças políticas. A avaliação é que o tempo de indefinição pode impactar diretamente na construção de confiança e na consolidação de apoios.
Nos bastidores, a percepção é objetiva: JHC joga em duas frentes, mas, ao deixar a prefeitura, precisará fazer uma escolha definitiva e essa decisão tende a redesenhar completamente o tabuleiro político de Alagoas para 2026.
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