Politicando
Ricardo Barbosa fala em “interdição” de sua candidatura e diz que estaria à frente de Rafael Brito em pesquisa
Presidente estadual do PT sobe o tom da crítica ao veto de sua candidatura a prefeito de Maceió
Mesmo após ter sido retirado da disputa majoritária em Maceió, por uma decisão da executiva nacional do PT, o presidente estadual da legenda Ricardo Barbosa continua polemizando sobre o veto à sua candidatura.
Em uma entrevista a um blog de política, Barbosa afirmou que sua candidatura foi “interditada” pela direção nacional da legenda, e diz ainda que não tem certeza se o apoio a Rafael Brito, nome do MDB, “vai valer a pena”.
“Foi uma decisão muito dura, e não sei se vai valer a pena. Faz parte do jogo político, mas foi muito abrupto. Nossa candidatura foi interditada”, disse Barbosa.
Sem atribuir a quem, Barbosa diz ainda ter havido uma espécie de articulação para barrar a candidatura petista apenas na reta final do processo, no intuito de ‘fritar’ os que estiveram à frente do processo.
“Esperaram que a nossa candidatura se consolidasse dentro do PT e da Federação, para que fosse retirada dessa forma violenta. Eu acato a decisão da direção nacional do meu partido, mas creio que podia ter sido diferente. Eu não sei se numa pesquisa de agora, depois do trabalho que fizemos, a gente apareceria atrás do Rafael Brito”, disse.
Barbosa ainda fez uma previsão negativa de que a candidatura de Brito não vai muito longe. “Na visão desse momento, foi um sopro na vela de um barco à deriva”, profetizou.
As declarações, vindas do presidente estadual da legenda, mantém acesa a fervura da relação entre o MDB e o PT, a despeito do que espera boa parte da própria legenda e dos partidos da federação, PCdoB e PV - que aguardavam o momento certo para debater sobre o vice de Brito e superar essa questão.
Sobre o blog
Governo ou Senado? Após deixar a Prefeitura, JHC terá dois caminhos decisivos para 2026
Com o avanço das articulações políticas para 2026, o cenário envolvendo o prefeito de Maceió, JHC, começa a ganhar contornos mais definidos — ainda que cercados de incertezas nos bastidores.
Após deixar o comando da capital alagoana, JHC terá, na prática, dois caminhos principais: disputar o Governo de Alagoas ou entrar na corrida por uma vaga no Senado Federal.
Nos bastidores, interlocutores avaliam que o prefeito vem trabalhando com ambas as possibilidades de forma estratégica. A eventual candidatura ao Governo surge como um movimento natural, considerando sua projeção política e capital eleitoral. Por outro lado, a disputa pelo Senado aparece como uma alternativa considerada mais segura e com menor desgaste político.
A leitura entre lideranças é de que a definição final dependerá diretamente do cenário político estadual, especialmente da composição de alianças e do posicionamento de grupos tradicionais.
A filiação ao PSDB, acompanhada pela primeira-dama Marina Candia e pela senadora Eudócia Caldas, reforça que o grupo já está inserido em um projeto maior, mirando protagonismo nas eleições.
Apesar disso, a ausência de uma definição clara sobre qual cargo será disputado tem alimentado dúvidas entre aliados e lideranças políticas. A avaliação é que o tempo de indefinição pode impactar diretamente na construção de confiança e na consolidação de apoios.
Nos bastidores, a percepção é objetiva: JHC joga em duas frentes, mas, ao deixar a prefeitura, precisará fazer uma escolha definitiva e essa decisão tende a redesenhar completamente o tabuleiro político de Alagoas para 2026.
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