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‘Indicação de Ronaldo Medeiros como vice de Rafael Brito fere autonomia do PT’, diz presidente do partido

O deputado estadual tem o apoio do PV e do PCdoB

01/08/2024 11h11 - Atualizado em 01/08/2024 12h12
‘Indicação de Ronaldo Medeiros como vice de Rafael Brito fere autonomia do PT’, diz presidente do partido

O presidente do PT em Maceió, Marcelo Nascimento, disse ao portal 7Segundos que a intenção do PV e do PCdoB em indicar o deputado estadual Ronaldo Medeiros como vice-prefeito na chapa do Rafael Brito (MDB), fere a autonomia e a democracia interna do partido.

Na reunião entre os membros da Federação Brasil da Esperança, que ocorreu nessa quarta-feira (1º), os verdes e os comunistas indicaram o nome do deputado petista para a vaga de vice na chapa encabeçada por Brito.

O PT já havia dito, por meio de nota, que apoiará Brito mas não tem interesse em participar das eleições indicando um vice. Sem chegar a um consenso, a decisão será mais uma vez resolvida em Brasília.

“A indicação de Ronaldo Medeiros como vice fere a autonomia e a democracia interna do PT”, disse Marcelo Nascimento ao 7Segundos.

Ainda nessa quarta-feira, o presidente municipal do PT se reuniu com o governador Paulo Dantas e com o deputado Ronaldo Medeiros para reafirmar o compromisso em apoiar o candidato do MDB, mas deixou claro que o vice terá que sair do PV ou do PCdoB.

Caso a federação em Brasília decida que Ronaldo será mesmo o vice de Rafael Brito, essa será mais uma derrota dos petistas maceioenses.

Sobre o blog

Governo ou Senado? Após deixar a Prefeitura, JHC terá dois caminhos decisivos para 2026

Com o avanço das articulações políticas para 2026, o cenário envolvendo o prefeito de Maceió, JHC, começa a ganhar contornos mais definidos — ainda que cercados de incertezas nos bastidores.

Após deixar o comando da capital alagoana, JHC terá, na prática, dois caminhos principais: disputar o Governo de Alagoas ou entrar na corrida por uma vaga no Senado Federal.

Nos bastidores, interlocutores avaliam que o prefeito vem trabalhando com ambas as possibilidades de forma estratégica. A eventual candidatura ao Governo surge como um movimento natural, considerando sua projeção política e capital eleitoral. Por outro lado, a disputa pelo Senado aparece como uma alternativa considerada mais segura e com menor desgaste político.

A leitura entre lideranças é de que a definição final dependerá diretamente do cenário político estadual, especialmente da composição de alianças e do posicionamento de grupos tradicionais.

A filiação ao PSDB, acompanhada pela primeira-dama Marina Candia e pela senadora Eudócia Caldas, reforça que o grupo já está inserido em um projeto maior, mirando protagonismo nas eleições.

Apesar disso, a ausência de uma definição clara sobre qual cargo será disputado tem alimentado dúvidas entre aliados e lideranças políticas. A avaliação é que o tempo de indefinição pode impactar diretamente na construção de confiança e na consolidação de apoios.

Nos bastidores, a percepção é objetiva: JHC joga em duas frentes, mas, ao deixar a prefeitura, precisará fazer uma escolha definitiva e essa decisão tende a redesenhar completamente o tabuleiro político de Alagoas para 2026.

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