Politicando
Aliança que apoia reeleição de George Clemente em São Miguel vai do PT de Lula ao PL de Bolsonaro
Governador Paulo Dantas, deputado Arthur Lira, prefeito JHC e vice-governador Ronaldo Lessa; todos juntos no mesmo palanque
Se até alguns dias atrás a constatação era a de que o prefeito Marcelo Beltrão, de Coruripe, era o verdadeiro ‘diplomata’ da política, por conseguir juntar o maior e mais diverso arco de partidos das eleições em Alagoas, há pelo menos um gestor que conseguiu superá-lo nesse aspecto.
Na reeleição de George Clemente, em São Miguel dos Campos, nada menos do que 10 siglas estarão juntas para ajudar o atual gestor. E quanto à diversidade, tem para todos os gostos: do comunista PCdoB e do PT até o ultra conservador PL de Jair Bolsonaro.
Estarão na aliança de Clemente: O seu próprio partido, o MDB, junto com o PP de Arthur Lira, o PDT de Ronaldo Lessa, a federação de esquerda formada pelo PT, PCdoB e PV, o PSB de Paulo Dantas, o Solidariedade de Adeilson Bezerra, o PL de JHC e de quebra o PSD, de Rui Palmeira.
A convenção da ampla aliança em torno do prefeito acontece na manhã do próximo sábado (03), em um ginásio na parte alta da cidade.
Além do favoritismo desde o começo da campanha, Clemente viu aumentar seu leque de apoiadores com a recente aliança em torno da família Pereira, que chegou a disputar contra ele as eleições de 2020, ficando em terceiro lugar.
Vencendo a resistência dos Pereiras, George pôde trazer para o seu leque os partidos que orbitam em torno de Arthur Lira, como o PL de JHC.
A ampla aliança em torno de Clemente isola ainda mais o único candidato de oposição na cidade, o ex-prefeito Pedoca Jatobá, que deve ser candidato ao executivo miguelense pelo União Brasil.
Sobre o blog
Governo ou Senado? Após deixar a Prefeitura, JHC terá dois caminhos decisivos para 2026
Com o avanço das articulações políticas para 2026, o cenário envolvendo o prefeito de Maceió, JHC, começa a ganhar contornos mais definidos — ainda que cercados de incertezas nos bastidores.
Após deixar o comando da capital alagoana, JHC terá, na prática, dois caminhos principais: disputar o Governo de Alagoas ou entrar na corrida por uma vaga no Senado Federal.
Nos bastidores, interlocutores avaliam que o prefeito vem trabalhando com ambas as possibilidades de forma estratégica. A eventual candidatura ao Governo surge como um movimento natural, considerando sua projeção política e capital eleitoral. Por outro lado, a disputa pelo Senado aparece como uma alternativa considerada mais segura e com menor desgaste político.
A leitura entre lideranças é de que a definição final dependerá diretamente do cenário político estadual, especialmente da composição de alianças e do posicionamento de grupos tradicionais.
A filiação ao PSDB, acompanhada pela primeira-dama Marina Candia e pela senadora Eudócia Caldas, reforça que o grupo já está inserido em um projeto maior, mirando protagonismo nas eleições.
Apesar disso, a ausência de uma definição clara sobre qual cargo será disputado tem alimentado dúvidas entre aliados e lideranças políticas. A avaliação é que o tempo de indefinição pode impactar diretamente na construção de confiança e na consolidação de apoios.
Nos bastidores, a percepção é objetiva: JHC joga em duas frentes, mas, ao deixar a prefeitura, precisará fazer uma escolha definitiva e essa decisão tende a redesenhar completamente o tabuleiro político de Alagoas para 2026.
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