Politicando
Pesquisa em Murici indica inédito empate técnico entre Calheiros e Caubi
Levantamento realizado na cidade indica que oposição tem mais votos que família Calheiros
Uma pesquisa eleitoral encomendada pela TV Record mostrou os primeiros números da corrida pela prefeitura de Murici, zona da mata alagoana e reduto seminal da família Calheiros.
O resultado da amostra indica uma inédita situação de empate técnico entre o candidato governista Remi Filho (MDB), e o principal nome da oposição, Caubi de Freitas (Podemos). Eduardo Oliveira (PP), nome apoiado pelo deputado federal Arthur Lira, aparece atrás.
Segundo o levantamento, Remi Filho (MDB) lidera as intenções de voto no cenário estimulado, com 29%. Logo depois aparece Caubi de Freitas (Podemos) com 25%. Eduardo Oliveira (PP) é o terceiro colocado, com 11%.
Como a pesquisa tem uma margem de erro de quatro pontos percentuais para mais ou para menos, Remi e Caubi estão tecnicamente empatados.
A baixa pontuação de Remi Filho e os números dos candidatos de oposição na cidade indicam que haveria possibilidade de uma vitória de um candidato fora da família Calheiros, caso Caubi de Freitas e Eduardo Oliveira estivessem no mesmo palanque.
Lideranças locais chegaram a articular para que ambos saíssem em uma mesma chapa, mas esbarraram na falta de disposição dos dois em abrir mão da cabeça de chapa.
O 7Segundos chegou a noticiar a informação de bastidores de que a candidatura de Caubi de Freitas seria uma ‘moeda de troca’ para garantir a eleição do seu primo, Neno Freitas, que é candidato à prefeitura da vizinha Branquinha.
Em Murici, o levantamento foi realizado pelo Instituto Real Time Big Data, e aconteceu entre os dias 12 e 13 de agosto, com 600 entrevistados. A margem de erro é de quatro pontos percentuais, e a pesquisa está registrada no TSE sob número AL-04569/2024.
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Governo ou Senado? Após deixar a Prefeitura, JHC terá dois caminhos decisivos para 2026
Com o avanço das articulações políticas para 2026, o cenário envolvendo o prefeito de Maceió, JHC, começa a ganhar contornos mais definidos — ainda que cercados de incertezas nos bastidores.
Após deixar o comando da capital alagoana, JHC terá, na prática, dois caminhos principais: disputar o Governo de Alagoas ou entrar na corrida por uma vaga no Senado Federal.
Nos bastidores, interlocutores avaliam que o prefeito vem trabalhando com ambas as possibilidades de forma estratégica. A eventual candidatura ao Governo surge como um movimento natural, considerando sua projeção política e capital eleitoral. Por outro lado, a disputa pelo Senado aparece como uma alternativa considerada mais segura e com menor desgaste político.
A leitura entre lideranças é de que a definição final dependerá diretamente do cenário político estadual, especialmente da composição de alianças e do posicionamento de grupos tradicionais.
A filiação ao PSDB, acompanhada pela primeira-dama Marina Candia e pela senadora Eudócia Caldas, reforça que o grupo já está inserido em um projeto maior, mirando protagonismo nas eleições.
Apesar disso, a ausência de uma definição clara sobre qual cargo será disputado tem alimentado dúvidas entre aliados e lideranças políticas. A avaliação é que o tempo de indefinição pode impactar diretamente na construção de confiança e na consolidação de apoios.
Nos bastidores, a percepção é objetiva: JHC joga em duas frentes, mas, ao deixar a prefeitura, precisará fazer uma escolha definitiva e essa decisão tende a redesenhar completamente o tabuleiro político de Alagoas para 2026.
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