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Pesquisa em Murici indica inédito empate técnico entre Calheiros e Caubi

Levantamento realizado na cidade indica que oposição tem mais votos que família Calheiros

14/08/2024 17h05
Pesquisa em Murici indica inédito empate técnico entre Calheiros e Caubi

Uma pesquisa eleitoral encomendada pela TV Record mostrou os primeiros números da corrida pela prefeitura de Murici, zona da mata alagoana e reduto seminal da família Calheiros.

O resultado da amostra indica uma inédita situação de empate técnico entre o candidato governista Remi Filho (MDB), e o principal nome da oposição, Caubi de Freitas (Podemos). Eduardo Oliveira (PP), nome apoiado pelo deputado federal Arthur Lira, aparece atrás.

Segundo o levantamento, Remi Filho (MDB) lidera as intenções de voto no cenário estimulado, com 29%. Logo depois aparece Caubi de Freitas (Podemos) com 25%. Eduardo Oliveira (PP) é o terceiro colocado, com 11%.

Como a pesquisa tem uma margem de erro de quatro pontos percentuais para mais ou para menos, Remi e Caubi estão tecnicamente empatados.

A baixa pontuação de Remi Filho e os números dos candidatos de oposição na cidade indicam que haveria possibilidade de uma vitória de um candidato fora da família Calheiros, caso Caubi de Freitas e Eduardo Oliveira estivessem no mesmo palanque.

Lideranças locais chegaram a articular para que ambos saíssem em uma mesma chapa, mas esbarraram na falta de disposição dos dois em abrir mão da cabeça de chapa.

O 7Segundos chegou a noticiar a informação de bastidores de que a candidatura de Caubi de Freitas seria uma ‘moeda de troca’ para garantir a eleição do seu primo, Neno Freitas, que é candidato à prefeitura da vizinha Branquinha.

Em Murici, o levantamento foi realizado pelo Instituto Real Time Big Data, e aconteceu entre os dias 12 e 13 de agosto, com 600 entrevistados. A margem de erro é de quatro pontos percentuais, e a pesquisa está registrada no TSE sob número AL-04569/2024.

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Governo ou Senado? Após deixar a Prefeitura, JHC terá dois caminhos decisivos para 2026

Com o avanço das articulações políticas para 2026, o cenário envolvendo o prefeito de Maceió, JHC, começa a ganhar contornos mais definidos — ainda que cercados de incertezas nos bastidores.

Após deixar o comando da capital alagoana, JHC terá, na prática, dois caminhos principais: disputar o Governo de Alagoas ou entrar na corrida por uma vaga no Senado Federal.

Nos bastidores, interlocutores avaliam que o prefeito vem trabalhando com ambas as possibilidades de forma estratégica. A eventual candidatura ao Governo surge como um movimento natural, considerando sua projeção política e capital eleitoral. Por outro lado, a disputa pelo Senado aparece como uma alternativa considerada mais segura e com menor desgaste político.

A leitura entre lideranças é de que a definição final dependerá diretamente do cenário político estadual, especialmente da composição de alianças e do posicionamento de grupos tradicionais.

A filiação ao PSDB, acompanhada pela primeira-dama Marina Candia e pela senadora Eudócia Caldas, reforça que o grupo já está inserido em um projeto maior, mirando protagonismo nas eleições.

Apesar disso, a ausência de uma definição clara sobre qual cargo será disputado tem alimentado dúvidas entre aliados e lideranças políticas. A avaliação é que o tempo de indefinição pode impactar diretamente na construção de confiança e na consolidação de apoios.

Nos bastidores, a percepção é objetiva: JHC joga em duas frentes, mas, ao deixar a prefeitura, precisará fazer uma escolha definitiva e essa decisão tende a redesenhar completamente o tabuleiro político de Alagoas para 2026.

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