Politicando
MDB de Rafael Brito dá legenda a bolsonarista presa no 8 de janeiro para concorrer à Câmara de Maceió
Partido é da base de Lula e chamou o 8 de janeiro de ‘tentativa de golpe’
Em Maceió, ao menos uma candidatura para a câmara de vereadores será exercida por uma ré nos atos do dia 8 de janeiro de 2023, quando vândalos insatisfeitos com a vitória de Lula (PT) à presidência quebraram vários prédios dos três poderes da República.
Elizabete Braz da Silva, que se identifica na urna como Bete Patriota, é uma das 1.138 pessoas que estão sendo processadas pelo STF por associação com o 8 de janeiro. Como ainda não foi condenada por tribunal colegiado, Bete conseguiu as certidões criminais negativas, e registrou sua candidatura.
O mais surpreendente, neste caso, é que Bete não é candidata pelo PL ou outra legenda que orbita o ex-presidente Jair Bolsonaro, mas pelo MDB - que tem Rafael Brito como candidato a prefeito, adversário direto de JHC, o candidato de Bolsonaro em Maceió.
Brito tem sido crítico contumaz de Bolsonaro e condenou, desde o começo, os atos de 8 de janeiro, classificados por ele como “golpistas”. Recentemente, o deputado esteve em Brasília e voltou com uma foto ao lado de Lula, e a promessa de que o presidente virá a Maceió para sua campanha.
No entanto, Bete não é a única bolsonarista no entorno de Rafael Brito. Sua vice, Gaby Ronalsa, já deu seguidas declarações de apoio ao ex-presidente. A chapa proporcional do MDB ainda tem outro apoiador do 8 de janeiro, o empresário André Heliodoro, conhecido como André da Maria Gorda.
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Governo ou Senado? Após deixar a Prefeitura, JHC terá dois caminhos decisivos para 2026
Com o avanço das articulações políticas para 2026, o cenário envolvendo o prefeito de Maceió, JHC, começa a ganhar contornos mais definidos — ainda que cercados de incertezas nos bastidores.
Após deixar o comando da capital alagoana, JHC terá, na prática, dois caminhos principais: disputar o Governo de Alagoas ou entrar na corrida por uma vaga no Senado Federal.
Nos bastidores, interlocutores avaliam que o prefeito vem trabalhando com ambas as possibilidades de forma estratégica. A eventual candidatura ao Governo surge como um movimento natural, considerando sua projeção política e capital eleitoral. Por outro lado, a disputa pelo Senado aparece como uma alternativa considerada mais segura e com menor desgaste político.
A leitura entre lideranças é de que a definição final dependerá diretamente do cenário político estadual, especialmente da composição de alianças e do posicionamento de grupos tradicionais.
A filiação ao PSDB, acompanhada pela primeira-dama Marina Candia e pela senadora Eudócia Caldas, reforça que o grupo já está inserido em um projeto maior, mirando protagonismo nas eleições.
Apesar disso, a ausência de uma definição clara sobre qual cargo será disputado tem alimentado dúvidas entre aliados e lideranças políticas. A avaliação é que o tempo de indefinição pode impactar diretamente na construção de confiança e na consolidação de apoios.
Nos bastidores, a percepção é objetiva: JHC joga em duas frentes, mas, ao deixar a prefeitura, precisará fazer uma escolha definitiva e essa decisão tende a redesenhar completamente o tabuleiro político de Alagoas para 2026.
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