Politicando
Arthur Lira muda de candidato para presidência da Câmara, e é chamado de ‘traíra’ por ex-aliado
Elmar Nascimento rompeu relações com o atual presidente e pretende ‘rachar’ o centrão
Mesmo com o auge da campanha eleitoral nos municípios, e o consequente esvaziamento do plenário da Câmara em Brasília, Arthur Lira segue se movimentando para lançar um nome para chamar de seu na Casa.
Cada vez mais alinhado ao nome do republicano Hugo Motta (PB), Lira recebeu um apelido do ex-aliado Elmar Nascimento (União-BA), que até meses atrás era seu ungido ao cargo de presidente. Sempre que perguntado, o baiano chama Lira de “Traíra”.
Segundo o colunista Lauro Jardim do jornal O Globo, a interlocutores Elmar tem repetido muito uma frase, direcionada ao alagoano, com quem não fala mais: “Só tem uma coisa mais forte que a amizade. É projeto de poder”.
Em fevereiro deste ano, Elmar chegou a receber Arthur em Salvador, durante o carnaval da cidade. O parlamentar convidou várias autoridades importantes para passar com ele a folia de momo, no que a imprensa baiana chamou de “Elmar Folia”.
A escolha de Lira por Hugo Motta, que deve ser oficializada após as eleições municipais, terá o poder de ‘rachar’ o centrão, grupo político mais forte da Casa, que tem eleito seguidamente o seu presidente.
Motta, que é do Republicanos, deve levar uma parte dos votos do centrão, articula o apoio de legendas de esquerda e até mesmo de parlamentares isolados da oposição.
No entanto, Elmar Nascimento segue articulando sua candidatura por conta própria, e pode levar um outro naco do centrão, que envolve além do seu partido, o União Brasil, parlamentares do PSD e do próprio PP de Lira. Mantém ainda diálogo com outro baiano e pré-candidato à presidência, Antonio Brito (PSD).
Sobre o blog
Governo ou Senado? Após deixar a Prefeitura, JHC terá dois caminhos decisivos para 2026
Com o avanço das articulações políticas para 2026, o cenário envolvendo o prefeito de Maceió, JHC, começa a ganhar contornos mais definidos — ainda que cercados de incertezas nos bastidores.
Após deixar o comando da capital alagoana, JHC terá, na prática, dois caminhos principais: disputar o Governo de Alagoas ou entrar na corrida por uma vaga no Senado Federal.
Nos bastidores, interlocutores avaliam que o prefeito vem trabalhando com ambas as possibilidades de forma estratégica. A eventual candidatura ao Governo surge como um movimento natural, considerando sua projeção política e capital eleitoral. Por outro lado, a disputa pelo Senado aparece como uma alternativa considerada mais segura e com menor desgaste político.
A leitura entre lideranças é de que a definição final dependerá diretamente do cenário político estadual, especialmente da composição de alianças e do posicionamento de grupos tradicionais.
A filiação ao PSDB, acompanhada pela primeira-dama Marina Candia e pela senadora Eudócia Caldas, reforça que o grupo já está inserido em um projeto maior, mirando protagonismo nas eleições.
Apesar disso, a ausência de uma definição clara sobre qual cargo será disputado tem alimentado dúvidas entre aliados e lideranças políticas. A avaliação é que o tempo de indefinição pode impactar diretamente na construção de confiança e na consolidação de apoios.
Nos bastidores, a percepção é objetiva: JHC joga em duas frentes, mas, ao deixar a prefeitura, precisará fazer uma escolha definitiva e essa decisão tende a redesenhar completamente o tabuleiro político de Alagoas para 2026.
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