Politicando

Politicando

Politicando

Candidata do PCO em Maceió teria sido proibida de fazer campanha pela própria mãe

Nina Tenório tem se mantido ausente das atividades de campanha, por ordem da mãe e avó

23/09/2024 17h05 - Atualizado em 23/09/2024 17h05
Candidata do PCO em Maceió teria sido proibida de fazer campanha pela própria mãe

Tem ganhado os noticiários a curiosa forma de fazer campanha da militante de esquerda Nina Tenório, que registrou candidatura à prefeitura de Maceió pelo extremo Partido da Causa Operária - PCO.

O curioso, neste caso, é que desde o registro da candidatura, em agosto, Nina tem sido quase que uma ‘foragida’ dos atos de campanha. Não realizou nenhum comício, caminhada ou carreata, e seu perfil de instagram continua fechado para novos usuários.

Nos bastidores da política constam que Nina, que tem apenas 25 anos, enfrenta a resistência da sua própria mãe e da avó à candidatura. Elas teriam proibido que a candidata realizasse qualquer ato de campanha, inclusive participar de entrevistas e sabatinas.

A mãe, inclusive, discorda dos ideais de esquerda da candidata, se identificando com o conservadorismo bolsonarista - o que teria sido um dos motivos para o veto à campanha de Nina.

Nanico e sem recursos para a campanha, o PCO registrou apenas candidatura majoritária em Maceió, sem candidatos a vereador. Nina chegou a pontuar em algumas pesquisas no começo da campanha, mas não registrou mais votação nas pesquisas mais recentes.

Sobre o blog

Governo ou Senado? Após deixar a Prefeitura, JHC terá dois caminhos decisivos para 2026

Com o avanço das articulações políticas para 2026, o cenário envolvendo o prefeito de Maceió, JHC, começa a ganhar contornos mais definidos — ainda que cercados de incertezas nos bastidores.

Após deixar o comando da capital alagoana, JHC terá, na prática, dois caminhos principais: disputar o Governo de Alagoas ou entrar na corrida por uma vaga no Senado Federal.

Nos bastidores, interlocutores avaliam que o prefeito vem trabalhando com ambas as possibilidades de forma estratégica. A eventual candidatura ao Governo surge como um movimento natural, considerando sua projeção política e capital eleitoral. Por outro lado, a disputa pelo Senado aparece como uma alternativa considerada mais segura e com menor desgaste político.

A leitura entre lideranças é de que a definição final dependerá diretamente do cenário político estadual, especialmente da composição de alianças e do posicionamento de grupos tradicionais.

A filiação ao PSDB, acompanhada pela primeira-dama Marina Candia e pela senadora Eudócia Caldas, reforça que o grupo já está inserido em um projeto maior, mirando protagonismo nas eleições.

Apesar disso, a ausência de uma definição clara sobre qual cargo será disputado tem alimentado dúvidas entre aliados e lideranças políticas. A avaliação é que o tempo de indefinição pode impactar diretamente na construção de confiança e na consolidação de apoios.

Nos bastidores, a percepção é objetiva: JHC joga em duas frentes, mas, ao deixar a prefeitura, precisará fazer uma escolha definitiva e essa decisão tende a redesenhar completamente o tabuleiro político de Alagoas para 2026.

Arquivos