Politicando
Escândalo nacional com presidente do Solidariedade ‘murchou’ campanhas da legenda em Alagoas
Adeilson Bezerra teve que se contentar com a fonte ‘seca’ dos recursos partidários que não apareceram
Os fatos que culminaram com a prisão do então presidente nacional do Solidariedade, Eurípedes Júnior, em junho deste ano, acabaram prejudicando também a performance do partido nas eleições municipais em Alagoas.
Voltando no tempo: o atual Solidariedade fundiu-se ao antigo PROS, legenda que era controlada em Alagoas pelo ‘mago das chapas’ Adeilson Bezerra. Em nível nacional, a presidência do Solidariedade acabou ficando com Eurípedes, que era antes o presidente do PROS.
Eurípedes e Adeilson sempre foram bem alinhados politicamente, de modo que a promessa do Solidariedade nacional era a de abastecer o diretório alagoano com uma boa quantidade dos recursos financeiros, e garantir a eleição de alguns nomes da legenda.
Todo este projeto foi por água abaixo com o afastamento de Eurípedes do diretório nacional do Solidariedade, e sua posterior prisão. A relação do novo presidente, Paulinho da Força, com o partido local era quase nula, e assim se comprovou durante o processo eleitoral.
Com a secagem da fonte do fundo partidário e fundo eleitoral, Adeilson e seus candidatos em Maceió, Arapiraca e outras praças ficaram literalmente a ver navios. Quem teve recursos próprios, se virou como deu. Quem dependia da sigla, definhou.
Foi o que aconteceu em Arapiraca, onde Tarcizo se viu obrigado a desistir da candidatura majoritária para tentar salvar (sem sucesso) o mandato do filho - e também em Maceió, onde uma candidatura que tinha potencial (a de Lobão) acabou perdendo até para a nanica candidatura da UP.
Sem recursos, a ‘mágica’ de Adeilson não foi possível nas eleições deste ano. O partido elegeu apenas um vereador em Maceió - a atual parlamentar Silvânia Barbosa. E o mago terá que reinventar sua legenda para as próximas batalhas eleitorais.
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Governo ou Senado? Após deixar a Prefeitura, JHC terá dois caminhos decisivos para 2026
Com o avanço das articulações políticas para 2026, o cenário envolvendo o prefeito de Maceió, JHC, começa a ganhar contornos mais definidos — ainda que cercados de incertezas nos bastidores.
Após deixar o comando da capital alagoana, JHC terá, na prática, dois caminhos principais: disputar o Governo de Alagoas ou entrar na corrida por uma vaga no Senado Federal.
Nos bastidores, interlocutores avaliam que o prefeito vem trabalhando com ambas as possibilidades de forma estratégica. A eventual candidatura ao Governo surge como um movimento natural, considerando sua projeção política e capital eleitoral. Por outro lado, a disputa pelo Senado aparece como uma alternativa considerada mais segura e com menor desgaste político.
A leitura entre lideranças é de que a definição final dependerá diretamente do cenário político estadual, especialmente da composição de alianças e do posicionamento de grupos tradicionais.
A filiação ao PSDB, acompanhada pela primeira-dama Marina Candia e pela senadora Eudócia Caldas, reforça que o grupo já está inserido em um projeto maior, mirando protagonismo nas eleições.
Apesar disso, a ausência de uma definição clara sobre qual cargo será disputado tem alimentado dúvidas entre aliados e lideranças políticas. A avaliação é que o tempo de indefinição pode impactar diretamente na construção de confiança e na consolidação de apoios.
Nos bastidores, a percepção é objetiva: JHC joga em duas frentes, mas, ao deixar a prefeitura, precisará fazer uma escolha definitiva e essa decisão tende a redesenhar completamente o tabuleiro político de Alagoas para 2026.
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