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Wellington do Pinheiro diz que participará de debate interno do PT e critica vereador do partido; “covarde”

Pastor também parabenizou mulheres petistas pela boa votação obtida em 06/10

10/10/2024 17h05
Wellington do Pinheiro diz que participará de debate interno do PT e critica vereador do partido; “covarde”

Apesar de não ter obtido votação suficiente para sair das urnas consagrado como vereador, o Pastor Wellington do Pinheiro (PT) considerou positivos os seus números, bem como das candidatas mulheres do partido que tiveram, em sua visão, votação bastante representativa.

“O PT está de parabéns, as duas primeiras colocadas [da chapa] são mulheres, Teca Nelma e Alycia da Bancada Negra. Eu não entrei pra dividir nem pra criar fragmentação, mas para somar”, disse em discurso em tom bastante efusivo.

Wellington aproveitou para criticar indiretamente um vereador do partido, a quem chamou de “covarde” - o único atual vereador da legenda é Dr Valmir. Disse ainda que irá participar das discussões sobre a renovação da direção do partido, que acontecerão em 2025.

“Ficou claro que quem se comportou de maneira covarde perdeu o mandato. Eu segurei até hoje, mas daqui pra frente nós vamos fazer o enfrentamento, porque surge uma nova semente dentro do partido, ou não surge? uma jovem branca que consegue chegar a 10 mil votos, uma jovem que representa o povo negro que chga a 3 mil votos, e um pastor de esquerda que chega a quase 3 mil votos. O PT precisa ouvir essa nova voz”, ressaltou.

Recentemente filiado ao PT para as eleições deste ano, Wellington não alinhou-se a nenhuma tendência interna do partido, mas já começa a chamar a atenção pela grande quantidade de filiados ligados a ele - especialmente trazidos do Movimento dos Trabalhadores Sem Terra, o MST.

As críticas do pastor e a possibilidade de participar do processo de eleições internas do PT em 2025 é mais uma peça no complicado xadrez político da sigla, que tem no deputado Paulão e no presidente estadual Ricardo Barbosa, personalidades cada vez mais contestadas.

Paulão e Barbosa são o centro de uma série de críticas, ampliadas especialmente após a revelação do direcionamento de recursos do fundo eleitoral a empresas ligadas a eles, em detrimento dos candidatos que concorriam pelo partido.

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Governo ou Senado? Após deixar a Prefeitura, JHC terá dois caminhos decisivos para 2026

Com o avanço das articulações políticas para 2026, o cenário envolvendo o prefeito de Maceió, JHC, começa a ganhar contornos mais definidos — ainda que cercados de incertezas nos bastidores.

Após deixar o comando da capital alagoana, JHC terá, na prática, dois caminhos principais: disputar o Governo de Alagoas ou entrar na corrida por uma vaga no Senado Federal.

Nos bastidores, interlocutores avaliam que o prefeito vem trabalhando com ambas as possibilidades de forma estratégica. A eventual candidatura ao Governo surge como um movimento natural, considerando sua projeção política e capital eleitoral. Por outro lado, a disputa pelo Senado aparece como uma alternativa considerada mais segura e com menor desgaste político.

A leitura entre lideranças é de que a definição final dependerá diretamente do cenário político estadual, especialmente da composição de alianças e do posicionamento de grupos tradicionais.

A filiação ao PSDB, acompanhada pela primeira-dama Marina Candia e pela senadora Eudócia Caldas, reforça que o grupo já está inserido em um projeto maior, mirando protagonismo nas eleições.

Apesar disso, a ausência de uma definição clara sobre qual cargo será disputado tem alimentado dúvidas entre aliados e lideranças políticas. A avaliação é que o tempo de indefinição pode impactar diretamente na construção de confiança e na consolidação de apoios.

Nos bastidores, a percepção é objetiva: JHC joga em duas frentes, mas, ao deixar a prefeitura, precisará fazer uma escolha definitiva e essa decisão tende a redesenhar completamente o tabuleiro político de Alagoas para 2026.

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