Politicando
Arthur Lira pressiona centrão e PT por candidatura de aliado à sucessão na Câmara
Parlamentar paraibano deve contar com a bancada petista e ainda uma boa parte do centrão de Arthur
Após decidir pelo nome do paraibano Hugo Motta (Republicanos) para lhe suceder na presidência da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PP-AL) articula fortemente para viabilizar seu candidato e conseguir manter influência no centrão.
Ainda esta semana, por intermédio de Lira, Hugo Motta deve se reunir com a bancada do PT para conversar sobre um possível apoio. Embora os petistas ainda não tenham batido o martelo, é grande a possibilidade de voto em Motta.
Ainda nesta semana, Arthur conversou também com o presidente nacional do PSD, Gilberto Kassab. Com ele, a conversa gira em torno do nome do deputado Antonio Brito (PSD-BA), que mantém sua candidatura para a presidência da Casa. Kassab ainda não se manifestou sobre o apoio ao nome do baiano.
Lira mudou de sucessor após perceber que Motta tem melhor trânsito com deputados da base aliada do governo Lula. Com os votos da base e mais o centrão liderado por Lira, é possível que o paraibano consiga número necessário para a vitória.
O entrave a ser superado, no entanto, é o racha no centrão promovido justamente pelo ex-apadrinhado de Arthur, Elmar Nascimento (União-BA) e também por Brito, que prometem levar suas candidaturas até o fim. Mesmo com poucas chances de vitória, os dois nomes podem forçar um segundo turno na eleição, e tornar o resultado imprevisível.
Sobre o blog
Governo ou Senado? Após deixar a Prefeitura, JHC terá dois caminhos decisivos para 2026
Com o avanço das articulações políticas para 2026, o cenário envolvendo o prefeito de Maceió, JHC, começa a ganhar contornos mais definidos — ainda que cercados de incertezas nos bastidores.
Após deixar o comando da capital alagoana, JHC terá, na prática, dois caminhos principais: disputar o Governo de Alagoas ou entrar na corrida por uma vaga no Senado Federal.
Nos bastidores, interlocutores avaliam que o prefeito vem trabalhando com ambas as possibilidades de forma estratégica. A eventual candidatura ao Governo surge como um movimento natural, considerando sua projeção política e capital eleitoral. Por outro lado, a disputa pelo Senado aparece como uma alternativa considerada mais segura e com menor desgaste político.
A leitura entre lideranças é de que a definição final dependerá diretamente do cenário político estadual, especialmente da composição de alianças e do posicionamento de grupos tradicionais.
A filiação ao PSDB, acompanhada pela primeira-dama Marina Candia e pela senadora Eudócia Caldas, reforça que o grupo já está inserido em um projeto maior, mirando protagonismo nas eleições.
Apesar disso, a ausência de uma definição clara sobre qual cargo será disputado tem alimentado dúvidas entre aliados e lideranças políticas. A avaliação é que o tempo de indefinição pode impactar diretamente na construção de confiança e na consolidação de apoios.
Nos bastidores, a percepção é objetiva: JHC joga em duas frentes, mas, ao deixar a prefeitura, precisará fazer uma escolha definitiva e essa decisão tende a redesenhar completamente o tabuleiro político de Alagoas para 2026.
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