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Corrente interna defende JHC como vice de Bolsonaro em 2026

Prefeito reeleito de Maceió seria, segundo integrantes do seu núcleo político, o mais popular político bolsonarista do nordeste

22/10/2024 17h05
Corrente interna defende JHC como vice de Bolsonaro em 2026

Uma corrente de pensamento dentro do núcleo político do prefeito reeleito de Maceió, JHC (PL), tem uma proposta ousada para o ano de 2026: viabilizar o gestor como um possível candidato a vice-presidente de Jair Bolsonaro (PL) ou do candidato que ele indicar para a eleição presidencial.

O caminho para isso é conhecido, e já foi até mesmo utilizado em outras eleições por outros candidatos à presidência, como José Serra (PSDB) em 2002: sendo ele paulista (e Bolsonaro sendo do Rio de Janeiro), um vice teoricamente deveria vir de outra região, como o nordeste.

Nessa linha, não há no nordeste nenhum outro nome do PL, com mandato executivo, com tanta popularidade como JHC, que obteve nada menos que 83,25% dos votos na sua reeleição em Maceió.

A indicação de JHC, ainda segundo esse núcleo Caldista, é um gesto de gratidão de Bolsonaro (ou do outro candidato da direita) com Maceió, que lhe deu em 2022 a única vitória em capitais nordestinas, embora Lula tenha vencido no estado de Alagoas.

Enfim, os dados estão jogados. JHC pretende, de qualquer forma, disputar as eleições de 2026, tanto que já escalou um nome de peso como o de Rodrigo Cunha na sua reserva imediata. A vice-presidência, segundo essa corrente, passa a ser uma alternativa.

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Governo ou Senado? Após deixar a Prefeitura, JHC terá dois caminhos decisivos para 2026

Com o avanço das articulações políticas para 2026, o cenário envolvendo o prefeito de Maceió, JHC, começa a ganhar contornos mais definidos — ainda que cercados de incertezas nos bastidores.

Após deixar o comando da capital alagoana, JHC terá, na prática, dois caminhos principais: disputar o Governo de Alagoas ou entrar na corrida por uma vaga no Senado Federal.

Nos bastidores, interlocutores avaliam que o prefeito vem trabalhando com ambas as possibilidades de forma estratégica. A eventual candidatura ao Governo surge como um movimento natural, considerando sua projeção política e capital eleitoral. Por outro lado, a disputa pelo Senado aparece como uma alternativa considerada mais segura e com menor desgaste político.

A leitura entre lideranças é de que a definição final dependerá diretamente do cenário político estadual, especialmente da composição de alianças e do posicionamento de grupos tradicionais.

A filiação ao PSDB, acompanhada pela primeira-dama Marina Candia e pela senadora Eudócia Caldas, reforça que o grupo já está inserido em um projeto maior, mirando protagonismo nas eleições.

Apesar disso, a ausência de uma definição clara sobre qual cargo será disputado tem alimentado dúvidas entre aliados e lideranças políticas. A avaliação é que o tempo de indefinição pode impactar diretamente na construção de confiança e na consolidação de apoios.

Nos bastidores, a percepção é objetiva: JHC joga em duas frentes, mas, ao deixar a prefeitura, precisará fazer uma escolha definitiva e essa decisão tende a redesenhar completamente o tabuleiro político de Alagoas para 2026.

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